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Caça de última geração russo é visto na Síria e surpreende especialistas

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IGOR GIELOW

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois caças russos de última geração foram avistados pousando na base do Kremlin na Síria, causando espanto entre especialistas sobre a real razão de estarem lá -se é que os vídeos publicados no Twitter por um usuário da região forem reais.

O par de caças Sukhoi Su-57 foi filmado descendo sob escolta de um modelo de geração anterior, o Su-35, na pista de Khmemeim, no oeste do país árabe. Outros três caças Su-35 pousaram, assim como quatro aviões de ataque Su-25 e um avião-radar. 

A questão central é que o Su-57 ainda não está operacional. A Força Aérea russa havia anunciado, nesta semana, que o modelo iria receber "testes de combate" em breve, mas não existe registro de aeronaves ainda em fase de certificação participando de operações militares para valer.

Isso levou analistas militares a especular duas coisas. Ou o programa do Su-57 está mais avançado do que aparenta ou é um golpe publicitário caso as imagens sejam reais. O governo russo não confirmou nem negou que tenha enviado os aviões para a Síria.

A previsão de entrada em serviço do modelo era 2018, mas uma série de problemas no desenvolvimento de suas turbinas atrasou o projeto. Por ora, ele emprega dois motores similares ao utilizado em seu irmão mais velho, o Su-35. Não é conhecido o verdadeiro estágio de sua integração de armamentos e radar. Tudo isso leva a dúvidas sobre a presença do aparelho em um lugar tão perigoso como a Síria.

"Seria um risco enorme perder um avião desses", disse Ruslan Pukhov, diretor do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias de Moscou. O Su-57 tem dez protótipos produzidos, e fez seu voo inaugural em 2010. Ele é o primeiro avião de quinta geração russo, a resposta do Kremlin ao mais avançado caça militar em operação no mundo, o americano F-22 Raptor.

Quinta geração é um conceito algo difuso, mas basicamente implica que o aparelho tenha capacidades avançadas de fusão de dados e seja furtivo ao radar -os chamados "aviões invisíveis", que na realidade não o são, apenas conseguem enganar melhor os radares com características aerodinâmicas, pinturas absorventes de ondas e controle de emissão de calor.

A Rússia interveio na guerra civil síria em 2015, garantindo uma virada em favor do ditador Bashar al-Assad, seu aliado.

O conflito entrou em uma nova e perigosa etapa com o confronto entre forças sírias e turcas, que invadiram o norte do país para pressionar a minoria curda. Os russos dizem só apoiar as ações de Assad, majoritariamente com elementos aéreos, mas instalou uma firme base de operações na província de Latakia -"fechando" a região com sofisticados sistemas antiaéreos, além de operar diversos aviões.

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