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Expulso da escola, suspeito de ataque amava armas, dizem colegas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O suspeito de ter matado 17 pessoas em um massacre em uma escola na Flórida na quarta (15) é um adolescente que foi expulso da escola por problemas disciplinares e que costumava usar as redes sociais para mostrar seu apreço por armas, disseram ex-colegas e investigadores que cuidam do caso.

Nikolas Cruz, 19, foi preso cerca de uma hora depois de uma série de disparos na escola Marjory  Stoneman Douglas, na cidade de Parkland, disse Scott Israel, xerife do condado de Broward. Ele foi encontrado com cartuchos de munição e um fuzil estilo AR-15. 

Segundo o jornal "Miami Herald", professores da escola receberam no ano passado um e-mail da direção avisando que Cruz poderia ser uma ameaça e pedindo que tomassem cuidado caso ele fosse visto no local com uma mochila. Nenhuma autoridade confirmou ainda a informação. 

O xerife Israel afirmou que o adolescente foi expulso da escola por "razões disciplinares" e se transferiu para outro colégio na região -ele disse não saber os detalhes que levaram a punição. 

Victoria Olvera, 17, que estudou com Cruz, disse à agência de notícias Associated Press que ele foi expulso após brigar com o então namorado de sua ex-namorada. Segundo ela, os dois teriam uma relação abusiva, mas a polícia não confirmou a informação. 

Além dela, outros estudantes também disseram ter visto um comportamento violento do suspeito. 

Daniel Huerfano, que estava no colégio no momento do ataque, diz que já viu Cruz segurando armas em fotos nas redes sociais e o descreveu como alguém tímido. "Ele é aquele garoto estranho, um tipo solitário", afirmou também para a agência.  

Chad Williams, 18 , também aluno da Stoneman Douglas, lembra de Cruz como um colega perturbado no ensino fundamental, e disse que o suspeito disparava o alarme de incêndio todos os dias até ser expulso.

Recentemente, Williams disse ter visto Cruz com várias revistas sobre armas quando os dois se cruzaram na escola -ele disse que o suspeito estava no local para buscar um irmão mais novo.

"Ele era louco por armas", disse Williams à agência de notícias Reuters . "Ele era meio deslocado. Não tinha muitos amigos. Ele fazia qualquer loucura para se divertir, mas era problemático".

Para Jillian Davis, 19 , que fez parte da Corporação Juvenil de Treinamento de Oficiais da Reserva com Cruz no início do ensino médio, o suspeito era um jovem discreto e calado, mas que mudava de personalidade quando ficava irritado. Ele falava muito sobre armas e facas, mas ninguém o levava a sério, disse ela à Reuters.

O prefeito do condado de Broward, onde ocorreu o massacre, Beam Furr, disse à rede de TV CNN que Cruz chegou a receber tratamento em uma clínica para tratamento psiquiátrico, mas que deixou de frequentar o local há mais de um ano. "Não é como se não houvesse preocupação com ele", disse Furr. 

O xerife Israel disse que a polícia está investigando as postagens de Cruz, mas não quis entrar em detalhes. "Já começamos a dissecar seus sites e as coisas nas redes sociais em que ele estava, e algumas das coisas que surgiram são muito, muito perturbadoras", disse. As contas dele nas redes sociais já foram apagadas. 

Amigos de Cruz afirmaram ao "Miami Herald" que além das armas, ele falava pouco da família. Sabiam apenas que ele foi adotado junto com o irmão por um casal de Nova York quando ainda eram crianças.

Roger e Lynda Cruz se mudaram então para Parkland com os novos filhos, mas ele morreu há cerca de dez anos e ela teve dificuldade para criar os dois sozinhos.

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