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Madrinha de bateria processa Luisa Mell por incitar ódio em rede social

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A madrinha de bateria da escola Vila Maria, Ana Beatriz Godói, entrou nesta quarta-feira (14) com uma ação contra a defensora dos animais e apresentadora Luisa Mell.

Segundo Godói, a ativista "incitou a violência" contra ela nas redes sociais, ocasionando danos morais  a ela. "O que ela fez foi incitar toda essa violência, fui julgada e condenada pelas pessoas nas redes sociais. Feriram a minha moral, da minha família e da minha escola. Não posso deixar isso passar em branco", disse a passista.

No sábado (10), Godói entrou na avenida vestindo uma fantasia com 3.800 penas de faisão. No dia seguinte, Luisa Mell fez uma postagem em seu perfil no Instagram criticando Godói. "Poucos se questionam sobre a origem das plumas e penas que adornam os corpos das deusas dos desfiles. Esses materiais nobres provêm de aves como faisão, pavão, ganso ou avestruz. E essas penas não caem naturalmente. Trata-se de uma indústria bastante cruel", escreveu Luisa.

"Para arrancar as penas das aves, são usadas técnicas como a do zíper: elas são levantadas pelo pescoço, as pernas amarradas e então as suas penas são arrancadas. Este processo provoca dor, sofrimento e as deixa expostas ao sol e a infecções graves. A luta dos animais durante este processo chega a provocar fraturas. Os avestruzes, que vivem aproximadamente 40 anos, todos os anos sofrem com esta brutalidade. É que as penas desses animais são uma verdadeira mina de ouro: uma única pena de faisão, por exemplo, pode chegar a custar R$ 100! Mas existem centenas de outros materiais! Mas infelizmente a maioria continua achando 'chic' vestir penas verdadeiras... Lotadas de dor e sofrimento Mas lutarei até o fim por um carnaval sem crueldade!"

O debate continuou no Instagram, após Godói encontrar uma foto antiga da rival vestindo penas, também em um Carnaval.

"Acho que a senhora se esqueceu do seu passado", escreveu na legenda da imagem. Ela ainda se defendeu dizendo que sempre procura saber a procedência das penas.

"Se os animais são respeitados e o material tem procedência, qual a razão de polemizar? Não podemos admitir esse radicalismo", defendeu. "Estamos falando de cultura, de povos e de tradições. Não podemos deixar tudo isso para trás por conta do radicalismo e da opinião de subcelebridades", comentou.

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