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Em queda no país, casos de dengue voltam a crescer em São Paulo

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NATÁLIA CANCIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em queda no país desde o último ano, os casos notificados de dengue voltaram a crescer em São Paulo nas três primeiras semanas de janeiro, de acordo com novo boletim do Ministério da Saúde.

Dados contabilizados até o dia 20 do último mês apontam 2.300 casos prováveis da doença no Estado —no mesmo período de 2017, foram 674 registros, um aumento de 241%.

Além de São Paulo, ao menos outros cinco Estados apresentaram aumento: Acre, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Os três Estados da região Sul, por exemplo, somam juntos 882 casos notificados como prováveis da doença, um crescimento de 167% em relação ao mesmo período de 2017.

No país, porém, o número de registros de dengue permanece em queda. Balanço do ministério aponta 9.399 notificações —em janeiro do último ano, eram 16.830. Não há registros de mortes pela doença.

AVANÇO

Segundo o infectologista Marcos Boulos, coordenador de controle de doenças de São Paulo, o recente aumento nos registros de dengue no Estado acompanha um crescimento nos índices de infestação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

Apesar do alerta, ele avalia que o aumento tardio de casos indica que a doença não deve preocupar de forma significativa neste ano, ao contrário do que ocorreu em anos anteriores.

Em 2015, por exemplo, São Paulo já tinha 24 mil casos registrados nessa mesma época. Em 2016, eram 18 mil, de acordo com os boletins do Ministério da Saúde.

"Sabemos se haverá uma epidemia importante quando temos uma infestação muito grande de Aedes em outubro e novembro. Nessa época [de 2017], a infestação era baixa", relata.

De acordo com Boulos, os índices de infestação voltaram a crescer em janeiro. "Em janeiro começou a aumentar e fevereiro continua alta, mas é uma fase em que termina o momento de maior incidência [da doença], o que dá maior tranquilidade", diz. "Temos um aumento de casos, mas não uma epidemia tão importante como em anos anteriores."

Para o coordenador, a preocupação em torno do avanço da febre amarela no Estado, com menos alertas em relação à dengue, pode ter levado a população a reduzir o controle do vetor —daí a necessidade de manter a atenção e controle do mosquito.

"Para controle do Aedes, é preciso ter participação forte da comunidade. Se a preocupação muda, você não consegue controlar com a mesma eficiência", afirma.

Questionado, Boulos nega risco de que o aumento na infestação de Aedes interfira no modo de transmissão da febre amarela, com retorno da forma urbana da doença, a qual não é registrada no país desde 1942.

"Aparentemente, esse Aedes que temos no Brasil hoje não tem competência vetorial para a febre amarela", diz. "Mesmo assim, não paramos com a nossa preocupação [em relação ao mosquito]".

OUTRAS DOENÇAS

Além da dengue, boletim do Ministério da Saúde aponta 1.505 casos de chikungunya em todo o país até o dia 20 de janeiro, uma queda de 70% em relação ao mesmo período de 2017.

Já os casos de zika somam 131 no país —para comparação, era 1.640 em janeiro do último ano.

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