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Criticada por passista, Luisa Mell afirma defender animais da 'vaidade humana'

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BEATRIZ FIALHO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Como ativista, Luisa Mell, 39, se posiciona contra o uso de penas de animais no Carnaval. Na noite deste sábado (10), a apresentadora questionou a fantasia da madrinha de bateria da Unidos de Vila Maria, Ana Beatriz Godói, feita com 3.800 penas de faisão.

"Deixem os animais em paz", escreveu Mell em sua conta no Instagram. A passista se sentiu ofendida e relatou ter sofrido um linchamento virtual, dizendo que entrará com medidas legais contra a ativista. À reportagem, Luisa disse que publicou sua opinião e quis fazer com que as pessoas pensassem a respeito. "Mesmo se couber [medida legal], eu não me intimido em defender um ser inocente da vaidade humana."

"Conheço esse mercado de perto. Essa é a minha realidade, sou uma ativista. Levo a vida dos animais muito a sério e tentei mostrar isso para o meu público", comentou.

Para ela, a festa também é o momento ideal para repensar alguns hábitos, já que se fala constantemente de sustentabilidade e reciclagem. "É justo a sociedade massacrar os animais sendo que a gente tem materiais alternativos?", comentou.

Mell explica que o processo de retirada das penas acontece com o animal ainda vivo, amarrado pelo pescoço e patas.

"Este procedimento causa muito sofrimento, muita dor e deixa as aves expostas ao sol e a infecções graves. Nessa luta, muitas acabam com fraturas. É uma coisa extremamente cruel e desnecessária", comentou. Ela ressalta que, para ter uma fantasia bonita, não é necessário maltratar muitos animais.

"Este ano a Sabrina Sato desfilou em São Paulo e no Rio sem nenhuma pena e mais linda do que nunca", disse. Fã da Águias de Ouro, Mell acrescenta que ficou extremamente feliz ao ver o desfile da escola neste domingo (12). "Desfilamos sem penas, sem plumas. A gente vem buscando um mundo melhor. Estamos num momento de sustentabilidade, e a gente fala muito sobre isso", comentou.

Ela relembra que as 3.800 penas utilizadas pela madrinha da bateria custaram cerca de três carros. "O valor deveria ser o contrário: quantos animais sofreram? Isso vale para você aparecer e estar ali? Existem outras maneiras de aparecer no Carnaval", disse, acrescentando que as penas artificiais, além de mais baratas, são tão bonitas quanto.

Para criticar a ativista, a madrinha da Unidos de Vila Maria compartilhou uma imagem em que Luisa aparece no seu primeiro desfile pela Vila Maria, em 2003, com uma fantasia de penas.

"Há quase 20 anos atrás eu não sabia. Assim que eu soube comecei uma luta. Primeiro com as minhas fantasias e depois conscientizei uma escola inteira", se defendeu a ativista.

Na época, Luisa conta que ainda não era vegetariana, mas ficou horrorizada com o processo. "Assim que chegou para mim a informação, eu já me recusei. No ano seguinte não desfilei com penas."

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