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Rio de Janeiro registra mais um caso de vítima bala perdida

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MARTHA ALVES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Rio de Janeiro registrou mais um caso de vítima de bala perdida na noite desta quinta-feira (8). Desta vez, uma mulher foi baleada nas costas quando estava do lado de fora de um bar na rua Canavieiras, no bairro Grajaú, zona norte da cidade.

Segundo a Polícia Militar, não havia confronto entre militares e criminosos na região no momento em que a vítima foi baleada. Ela foi levada por policiais de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da região ao Hospital Federal do Andaraí, onde permanece internada.

A PM não divulgou o nome da mulher, mas disse que o estado de saúde dela é estável.

O caso ocorre um dia depois de uma criança ser atingida por uma bala perdida na Favela da Linha, no bairro Rio do Ouro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

Após ser baleado na noite quarta (7), o menino foi levado por familiares ao Hospital Estadual Alberto Torres, onde continua internado.

MORTES

Na última terça (6), uma criança de 3 anos e um adolescente de 13 foram mortos em diferentes episódios de violência no Rio.

No primeiro caso, na madrugada, um casal com a filha de três anos foi abordado por criminosos no bairro de Anchieta, na zona norte, e teve seu carro atingido por ao menos dez tiros a polícia ainda não sabe a razão.

Baleada, Emily Sofia morreu antes de chegar ao hospital. A mãe, ferida de raspão, abandonou atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) quando soube que a filha não havia sobrevivido. O pai foi atingido no tórax, passou por cirurgia e seu estado de saúde é estável.

A Delegacia de Homicídios investiga as mortes. O que se sabe é que um grupo de criminosos da favela da Pedreira estava fazendo uma série de roubos de veículo na região, próximo ao local onde a família deixava uma lanchonete em um posto de gasolina.

Na tarde de terça (6), uma operação policial no Complexo da Maré, também na zona norte, deixou o adolescente Jeremias Moraes da Silva, 13, morto após uma série de confrontos. O complexo é formado por ao menos 16 favelas, com 129 mil habitantes, segundo o Censo de 2010.

A operação havia começado no fim da madrugada. Moradores relataram nas redes sociais que os tiros começaram por volta das 5h40. À tarde, a polícia recebeu a informação de que policiais teriam sido sequestrados nas favelas da Nova Holanda e Parque União. O território da Maré é comandado por mais de uma facção criminosa, além de grupos de milícias.

Houve confronto, e o jovem teria sido baleado nessa ação. Nas redes sociais, moradores reclamam dos constantes conflitos. A página Maré Vive, mantida por moradores locais com informações sobre segurança, resumiu na tarde desta terça o clima na favela.

"Já estamos indo pra 10 horas de operação policial aqui na Maré. Os tiros não cessam, confrontos de grosso calibre em praticamente todo o Complexo", dizia a postagem.

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