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Regime marca eleição presidencial na Venezuela para 22 de abril

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, anunciou nesta quarta-feira (7) que as eleições presidenciais serão realizadas em 22 de abril, horas depois do fracasso da negociação do regime de Nicolás Maduro com a oposição.

O pleito, que era previsto para ocorrer no segundo semestre, não será reconhecido pelos EUA, a União Europeia e os países da América Latina com governos críticos ao chavismo devido às condições de disputa.

A data era a mesma que havia sido consenso entre os representantes do regime e da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) nas negociações na República Dominicana —o chavismo queria realizá-la em 8 de março e a oposição, em 10 de junho.

Também condiz com o determinado pelo decreto da Assembleia Constituinte, convocada por Maduro e dominada por seus aliados, de que os venezuelanos iriam às urnas até o final de abril.

Desde então, o regime definiu a candidatura à reeleição de Maduro e começou a campanha eleitoral mesmo sem convocação oficial pelo CNE. Já a participação da oposição, que condenou a decisão da Casa chavista, é incerta.

Com o fracasso das negociações, a MUD não conseguiu ver atendidas suas reivindicações pela troca da diretoria do órgão eleitoral (quatro de seus cinco membros são militantes chavistas), a permissão de observação internacional independente e a reversão da cassação de dirigentes e partidos políticos.

A maior parte de seus líderes está presa, inelegível ou sujeita a processo pela Assembleia Constituinte por terem convocado manifestações contra Maduro entre abril e julho de 2017. Entre eles, o dirigente preso Leopoldo López, o ex-presidenciável Henrique Capriles e o deputado Julio Borges.

Os antichavistas ainda não poderão concorrer como coalizão depois que a Justiça impediu a postulação da MUD como frente. E o CNE cassou os registros das duas das três maiores siglas opositoras, a Primeiro Justiça (centro-direita) e a Vontade Popular (direita).

Diante deste cenário, parte da oposição avalia não concorrer e outra a se candidatar conforme as regras do regime. A coalizão está dividida desde a instalação da Constituinte, em agosto, o que se aprofundou após as vitórias chavistas nas eleições estaduais, em outubro, e municipais, em dezembro.




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