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Criança de 4 anos é atingida por bala perdida no Rio de Janeiro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma criança de 4 anos foi atingida por bala perdida na Favela da Linha, no bairro Rio do Ouro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, por volta das 19h30 desta quarta-feira (7). Não havia operação da PM na região quando ele foi baleado.

O menino foi levado por familiares ao Hospital Estadual Alberto Torres, onde permanece internado em estado grave.

O caso ocorre um dia depois de uma criança de 3 anos e um adolescente de 13 terem sido mortos em diferentes episódios de violência no Rio.

No primeiro caso, na madrugada de terça (6) um casal com a filha de três anos foi abordado por criminosos no bairro de Anchieta, na zona norte, e teve seu carro atingido por ao menos dez tiros a polícia ainda não sabe a razão.

Baleada, Emily Sofia morreu antes de chegar ao hospital. A mãe, ferida de raspão, abandonou atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) quando soube que a filha não havia sobrevivido. O pai foi atingido no tórax, passou por cirurgia e seu estado de saúde é estável.

A Delegacia de Homicídios investiga as mortes. O que se sabe é que um grupo de criminosos da favela da Pedreira estava fazendo uma série de roubos de veículo na região, próximo ao local onde a família deixava uma lanchonete em um posto de gasolina.

Na tarde de terça (6), uma operação policial no Complexo da Maré, também na zona norte, deixou o adolescente Jeremias Moraes da Silva, 13, morto após uma série de confrontos. O complexo é formado por ao menos 16 favelas, com 129 mil habitantes, segundo o Censo de 2010.

A operação havia começado no fim da madrugada. Moradores relataram nas redes sociais que os tiros começaram por volta das 5h40. À tarde, a polícia recebeu a informação de que policiais teriam sido sequestrados nas favelas da Nova Holanda e Parque União. O território da Maré é comandado por mais de uma facção criminosa, além de grupos de milícias.

Houve confronto, e o jovem teria sido baleado nessa ação. Nas redes sociais, moradores reclamam dos constantes conflitos. A página Maré Vive, mantida por moradores locais com informações sobre segurança, resumiu na tarde desta terça o clima na favela.

"Já estamos indo pra 10 horas de operação policial aqui na Maré. Os tiros não cessam, confrontos de grosso calibre em praticamente todo o Complexo", dizia a postagem.

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