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Fracassa negociação entre chavismo e rivais na Venezuela

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, anunciou nesta quarta-feira (7) que fracassou a negociação entre o regime de Nicolás Maduro e a oposição, abrindo caminho para uma eleição presidencial na Venezuela aos moldes do chavismo.

Com o insucesso da quarta rodada de diálogo desde 2014, a expectativa é que Caracas antecipe a data do pleito e, como consequência, aumente a pressão dos EUA, da União Europeia e dos países latinos críticos a Maduro.

Segundo Medina, que mediou as negociações em Santo Domingo, as duas partes se desentenderam sobre pontos em que já havia consenso, como a data das eleições e a participação de partidos políticos hoje proibidos.

Ele afirma que, inicialmente, o chavismo sugeriu marcar o pleito para 8 de março, enquanto a oposição defendia sua realização em 10 de junho, para ter tempo de fazer primárias para escolher seu candidato. Ao final, acertaram como data 22 de abril, além de detalhes não divulgados da disputa.

Isso ocorreu no dia 31 de janeiro. O dominicano afirma que o chavismo entendeu que havia um acordo final, motivo pelo qual voltou a Santo Domingo na terça (6) para sua assinatura. Essa não foi a interpretação da oposição.

"Eles pediram mais tempo para uma revisão", declarou. "[O governo] não pôde ficar esperando a reunião da oposição porque tinham eventos políticos e voltaram à noite para a Venezuela."

Segundo o mediador, a oposição já havia enviado suas sugestões de alteração, não aceitas por Maduro. "O presidente disse que só assinaria o acordo do dia 31."

Desde a última sexta (2), o negociador-chefe do governo, Jorge Rodríguez, dizia que o acordo estava pronto, o que foi negado por seu homólogo da oposição, Julio Borges.

"Até que não tenhamos um acordo digno, não assinaremos nada. Instamos o governo a não dar o passo absurdo de continuar convocando eleições unilateralmente", disse o deputado nesta quarta.

O diálogo começou a perder força no final do mês passado, depois que a Assembleia Constituinte, controlada por Maduro, convocou o pleito presidencial para até 30 de abril, sem definir data.

Horas depois da suspensão das conversas, o Conselho Nacional Eleitoral anunciou que se reuniria para definir o dia exato da votação, como exigiu Maduro. O encontro não havia ocorrido até a conclusão desta edição.

SANÇÕES

Diante do fracasso das negociações, começam as movimentações para elevar as sanções ao regime chavista. Um grupo de deputados do Parlamento Europeu entrou com moção para ampliar as punições da União Europeia.

A caminho da Jamaica, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, disse que basta a firma de Donald Trump para a aplicação de sanções ao petróleo. Segundo ele, os EUA estudam formas de mitigar os efeitos do embargo.

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