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Viaduto que desabou no DF não teve manutenção, diz governador

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NATÁLIA CANCIAN E RUBENS VALENTE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) O viaduto que desabou nesta terça-feira (6) em Brasília era uma construção antiga, sem manutenção e possivelmente com infiltrações que podem ter reduzido a força da estrutura, afirmou o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Em entrevista à imprensa, ele afirma que ainda é cedo para apontar as causas da queda, mas admite que a falta de reparos pode ter colaborado para o desabamento.

"São construções muito antigas. O nível de exigência daquela época era menor do que é hoje. Muito possivelmente tivemos problemas de infiltrações, que podem ter corroído ao longo do tempo as ferragens. E isso tudo acabou reduzindo a força da estrutura", disse.

"Só uma perícia mais detida vai definir exatamente o que causou", completa.

Com o desabamento da estrutura, que faz parte do Eixão, uma das principais vias expressas de Brasília, quatro carros que estavam estacionados embaixo do viaduto foram soterrados. Não há relatos de vítimas.

Ainda segundo Rollemberg, o governo irá interditar a via em área próxima de onde ocorreu a queda até o dia 19 de janeiro para realizar uma perícia das causas do acidente e garantir a segurança das pessoas que circulam na região.

A medida, informa, ocorre porque ainda há risco de novo desabamento no local.

Uma comissão também deve ser formada por especialistas, UnB (Universidade de Brasília) e entidades como Crea (Conselho Regional de Engenharia) do DF para analisar a situação do local e propor soluções.

O grupo também deve avaliar a situação das demais pontes e viadutos do DF, informa.

ALERTA DESDE 2011

A necessidade de reparos e manutenção urgente do viaduto e de outras sete estruturas já havia sido apontada em uma auditoria feita em 2011 e 2012 pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal.

Questionado, Rollemberg diz que o governo tinha um projeto para recuperar o local, mas admite que as obras não chegaram a ser iniciadas.

"Infelizmente um dos viadutos que estava nos nossos planos desabou antes de iniciar a obra de recuperação", afirma.

Diz ainda que, devido a dificuldades financeiras, o governo acabou por priorizar a recuperação de estruturas onde há com maior circulação de pessoas.

Segundo ele, desde 2015, ao menos quatro obras de recuperação de pontes e viadutos citados no relatório do TC-DF já foram concluídas, com investimento de R$ 67,7 milhões.

"Sabíamos, pelo próprio TC-DF, que [o viaduto] precisava de reparos e manutenção, assim como os demais já recuperados. As obras que recuperamos também eram urgentes", diz.

Agora, informa, o governo planeja remanejar recursos do orçamento para acelerar obras de recuperação da estrutura e de outras pontes e viadutos apontados pela comissão como de maior risco.

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