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Justiça decreta prisão de frentista suspeito de matar 2 foliões em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça de São Paulo concedeu, na tarde desta terça (6), a prisão temporária do frentista Manoel dos Santos Silva, 47, suspeito de ter matado dois rapazes e baleado um terceiro num posto de combustíveis da avenida Rebouças (zona oeste).

As vítimas haviam deixado um bloco de Carnaval e foram atacadas a tiros na noite do último sábado (3), segundo testemunhas, pelo funcionário do posto, de bandeira Shell, numa briga iniciada após parte do grupo de amigos das vítimas ter feito xixi em uma área do estabelecimento.

O professor de educação física Bruno Gomes de Souza, 31, morreu após ser levado para a Santa Casa. O metalúrgico João Batista Moura da Silva, 30, foi levado ao Hospital das Clínicas, mas, segundo a assessoria de imprensa da unidade, morreu neste domingo (4).

O empresário Rodrigo Beralde da Silva, 35, também deu entrada no HC e foi transferido ao Hospital Nove de Julho, onde permanece internado. Segundo a polícia, ele não corre risco de morte.

A prisão temporária concedida contra o frentista é de 30 dias, tempo que a Polícia Civil terá para concluir as investigações. Manoel Silva está desaparecido desde o crime.

Bruno, João e Rodrigo estavam com outros nove amigos no Bloco "Bicho Maluco Beleza", do cantor Alceu Valença, que se apresentou na tarde de sábado em frente ao parque Ibirapuera. Depois do show, eles resolveram seguir para a avenida Brigadeiro Faria Lima. No caminho, dizem que decidiram parar no posto da avenida Rebouças porque um dos amigos estava passando mal.

ENTENDA O CASO

Fernando Avelino, um dos amigos das vítimas, contou à polícia que o local onde as amigas urinaram no posto havia sido indicado por funcionários do estabelecimento devido à interdição do banheiro.

Quando as mulheres terminaram de urinar, os rapazes foram ao mesmo local, que passou a funcionar como banheiro improvisado. Foi nessa hora que um funcionário do posto chegou e ameaçou trancar um portão da área com os rapazes lá dentro.

Começou, então, uma discussão. "Eu disse que trancar lá dentro ele não iria", disse outra testemunha que se identificou apenas como Marcelo.

"O subgerente veio e tentou dar um tapa no rosto do meu amigo. Tudo na maior grosseria", disse Fernando Avelino.

"Nisso apareceu um rapaz com a barra de ferro. Ele estava com colete do posto. Foi esse mesmo que sacou uma arma e atirou. Aí, foi um tumulto só", complementou Avelino, que saiu do local ferido no antebraço.

Imagens de câmera de segurança mostram que, em meio à discussão, um homem com mochila nas costas (que estava sem uniforme, mas se apresentou aos foliões como funcionário do posto) é empurrado por um dos rapazes.

O funcionário uniformizado do estabelecimento, então, avança em direção ao grupo com um objeto (segundo os amigos, uma barra de ferro) e agride um dos jovens.

Em seguida, ele é atacado por outros integrantes do grupo, leva uma rasteira, cai, sai correndo, tira uma arma da cintura e começa a atirar.

Segundo testemunhas, os amigos baleados sempre faziam atividades juntos. A Polícia Civil adiantou que uma bala foi retirada de um dos corpos e será usada na perícia para atestar de qual arma os disparos foram feitos.

O atirador não tem antecedentes criminais, segundo a polícia. Agora, será investigado se ele possuía porte de arma de fogo e se a administração do posto sabia que ele trabalhava armado.

Procurada, a administração do posto não respondeu à reportagem.

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