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Baixo Augusta reúne multidão e grita contra racismo e homofobia

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MARINA CONSIGLIO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dos maiores blocos carnavalescos de São Paulo, o Acadêmicos do Baixo Augusta fez seu desfile neste domingo (4). As duas vias da rua da Consolação foram fechadas para o cortejo da agremiação, que reuniu milhares de foliões para acompanhar os quatro trios do grupo.

Sob o tema "É Proibido Proibir", o desfile foi marcado por discursos políticos. No chão, um boneco de Olinda do bloco estava com uma camiseta com a frase "Fervo também é luta". Em cima do trio, a cantora Leci Brandão intercalava versos de músicas com palavras contra o racismo e a homofobia. Em cima do bloco, o puxador, Wilson Simoninha, instigava o público a gritar fora, Temer.

No chão, o público com grande presença LGBT bebe, dança e se diverte. O casal formado pelo químico Jean Sousa, 34, e o professor Christopher  Lockhart, 44, vem há dois anos para o bloco. Americano, Christopher diz que adora o clima de festa.

O grupo de amigas comandado pela aposentada Maria Margarida, 72, veio de Santo André para ver o desfile. "Escolhemos pela televisão e também pela facilidade de acesso", contam. Gostaram da agitação, mas acharam que o bloco demorou muito para sair ?o desfile começou às 17h e a concentração, às 15h.

Confira a programação dos blocos de rua de SP e do RJ

Já o engenheiro químico João Salmazo, 27, não teve uma experiência muito alegre. Teve os óculos quebrados em uma tentativa de assalto no bloco. "Tentaram colocar a mão no meu bolso, mas eu estava com a doleira. Não levaram nada." Ele, que vai sempre para blocos, veio para o Baixo Augusta pela primeira vez. "Não foi o que eu esperava."

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