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Justin Timberlake volta ao Super Bowl mais 'família'

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EDUARDO GERAQUE, ENVIADO ESPECIAL

MINNEAPOLIS, EUA (FOLHAPRESS) - Escalado pela terceira vez para o badalado palco montado no intervalo do Super Bowl, a grande decisão da temporada anual do futebol americano, Justin Timberlake, 37, resolveu antecipar-se e anunciar que não haverá nenhuma grande surpresa.

Segundo ele, que está lançando novo álbum de forma quase simultânea com a sua participação no evento, marcada para o domingo (4) às 21h30 (hora de Brasília), não haverá convidados. A participação do músico de Memphis deve durar cerca de 12 minutos.

"Apenas o meu grupo, o Tennessee Kids, estará comigo" afirmou Timberlake. O show do intervalo é conhecido cada vez mais por sua grandiosidade e por reservar algumas surpresas nas performances dos astros, como a do próprio Timberlake, em 2004, com Janet Jackson.

Naquele ano -que coincidentemente também teve o New England Patriots, com Tom Brady, na decisão-, o final do show entrou para a história do evento, quando Timberlake puxou uma peça de roupa da parceira, expondo uma parte do seio da irmã de Michael Jackson por meio segundo. Na época, os dois astros juraram que o incidente foi involuntário.

Conhecido como "Nipplegate", o caso gerou várias discussões nos Estados Unidos sobre transmissões de eventos ao vivo e foi parar até na Suprema Corte americana.

Já o Timberlake de 2018 é todo família. O astro fez questão de citar a mulher (a atriz Jessica Biel) e o filho (Silas, de 2 anos) algumas vezes.

Durante a entrevista coletiva, o músico não quis falar muito sobre o novo álbum, "Man of the Woods", que seria lançado na sexta-feira (2).

Todo esse esforço para fugir das polêmicas sugere que sua participação no Super Bowl tem um caráter promocional acima de tudo. "Man of the Woods" é o primeiro álbum do astro pop desde 2013, quando lançou o trabalho duplo "The 20/20 Experience".

Timberlake respondia aos jornalistas tentando fugir de qualquer tipo de confronto, optou pelo politicamente correto e também pelo humor.

Evitou dizer para quem torceria, apesar de ter afirmado, em tom de brincadeira, que "ama Tom Brady", elogiando até os cabelos do jogador -na final, o New England do seis vezes campeão Brady enfrentará o Philadelphia Eagles.

Timberlake disse também que incentivaria o filho a ser músico ou esportista, menos de futebol americano, apesar de ele correr bem as cem jardas (medida do campo).

Sua única pista sobre o show foi de que cantará o hit de 2016 "Can't Stop the Feeling", indicada ao Oscar de melhor canção como parte da animação "Trolls".

O Super Bowl 52 vai ocorrer na gelada cidade de Minneapolis, em Minnesota, Estado de onde vem Jessica Biel e onde nasceu Prince (1958-2016), referência do cantor.

"Ele realmente tem uma grande influência em mim. Na minha opinião, [Prince] é um grande músico, entre todos, quando eu penso em cultura popular. Todo o tempo que eu tive para ficar com ele, conversar com ele sobre música está preenchido com boas memórias. Vou levar isso para sempre, porque ele é um grande ídolo", afirmou Timberlake, já em Minneapolis.




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