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Pai é condenado a mais de 24 anos de prisão pela morte da filha

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MARTHA ALVES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça de São Paulo condenou na madrugada desta quinta-feira (1º) o autônomo Ricardo Krause Esteves Najjar a 24 anos, dez meses e 20 dias de prisão pela morte da filha Sophia, 4. Ele não poderá recorrer da decisão em liberdade.

Najjar foi condenado por homicídio triplamente qualificado pela morte da filha. Na decisão do júri, ele impossibilitou a defesa da vítima e praticou o crime contra a própria filha menor de 14 anos para assegurar a ocultação de delitos cometidos anteriormente.

O réu também foi condenado por fraude processual à pena de seis meses de detenção e 20 dias-multa por ter inovado artificiosamente o local e objetos para induzir a erro o juiz e o perito.

A juíza Renata Mahalem da Silva Teles disse que o homicídio praticado foi de extrema gravidade. O acusado ceifou a vida de sua própria filha, criança de tenra idade de forma brutal e violenta, revelando personalidade agressiva e dissimulada, disse.

Shopia morreu em dezembro de 2015 no apartamento do pai, na zona sul de São Paulo. Ele foi preso dois dias depois da morte, no velório da filha.

A polícia afirmou na ocasião que ele tampou com as mãos o nariz e a boca da menina após agredi-la. Najjar sempre negou a versão e afirmou que entrou no banho e ao sair, dez minutos depois, achou a menina caída, com um saco plástico no rosto.

A delegada Ana Paula Rodrigues, da delegacia da infância do Departamento de Homicídios, disse à época que as lesões não são compatíveis com sufocamento acidental com uma sacola plástica.

Segundo a polícia, a perícia mostrou que o modelo de sacola não mataria a menina asfixiada rapidamente, por ser grande. Levaria cerca de 30 minutos para ela aspirar todo o ar dentro do saco, tempo incompatível com o relato do pai.

Para a polícia, Najjar matou a criança em um momento de irritação. A mãe de Sophia -que não morava no local- e a atual namorada relataram que ele costumava perder a paciência.

Chegava a bater com a cabeça na parede, a arremessar objetos, disse a delegada. A polícia falou que ele não tinha histórico de agressão contra a filha.

Os investigadores não encontraram sinais de arrombamento no imóvel.




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