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Weah corta o salário e promete cidadania para não negros na Libéria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Libéria George Weah disse nesta terça-feira (30) que vai trabalhar para autorizar que pessoas que não sejam negras possam receber a cidadania do país.

Fundado por ex-escravos americanos e independente desde 1847, o país diz em sua Constituição que "apenas pessoas negras ou descendentes de negros podem se qualificar por nascimento ou naturalização para serem cidadãos da Libéria".

A lei define ainda que apenas os cidadãos liberianos podem ter propriedades no país, regra que Weah, ex-atacante do Milan e do PSG, também quer mudar.

O presidente, que assumiu o cargo em 22 de janeiro, disse que as atuais restrições são "desnecessárias, racistas e inapropriadas" para o século 21.

Assim, ele disse que irá pressionar o Congresso para autorizar que pessoas de qualquer ascendência possam ter a cidadania (desde que cumpram os outros requisitos, como terem nascido na país ou serem filhos de um cidadão), assim como para permitir que estrangeiros tenham propriedades.

As medidas têm como objetivo melhorar a economia do país, que passou por uma recessão em 2016 e tem inflação superior a 10% ao ano.

A antecessora de Weah, a vencedora do Nobel da Paz Ellen Johnson Sirleaf, conseguiu pacificar a Libéria -que estava em guerra civil até 2003-, mas não foi capaz de controlar a crise econômica.

"A situação econômica que minha administração herdou deixa muito para fazer e muito o que ser decidido", afirmou o presidente durante um discurso transmitido para todo o país.

"Nossa economia está quebrada, nosso governo está quebrado, nossa moeda está caindo, a inflação está subindo", afirmou ele. "O desemprego está batendo recorde e nossas reservas estão em no nível mais baixo da história."

Para melhorar a economia, o melhor jogador do mundo de 1995 anunciou um corte de 25% de seu próprio salário, incluindo benefícios, e um projeto de infraestrutura orçado em US$ 3 bilhões (R$ 9,4 bilhões) para ligar a capital Monróvia com o interior, em especial a região sudeste do país.

"Isto será um desafio muito grande, mas estou convencido que com a assitência de governos e instituições amigas isto poderá ser alcançado antes do fim do meu mandato", disse ele.

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