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Grupo armado invade festa de forró em Fortaleza e deixa mortos e feridos

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THAYS LAVOR

FORTALEZA, CE (FOLHAPRESS) - Um ataque a tiros deixou diversas pessoas mortas e feridas na madrugada deste sábado (27) no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza, no Ceará. Elas participavam de uma festa conhecida como "Forró do Gago", realizada em local próximo à Arena Castelão, e foram atingidas por tiros disparados por homens que invadiram o local.

O ataque teria relação com uma guerra entre facções criminosas no Estado, que disputam espaços de tráfico de droga. Os atiradores seriam membros da facção Guardiões do Estado, e os alvos seriam do Comando Vermelho.

Os criminosos teriam chegado em três carros e, fortemente armados, teriam entrado atirando no clube onde era realizado o baile.

Ao longo do seu mandato, o governador Camilo Santana (PT) tem atribuído os altos índices de violência na região aos conflitos entre as facções.

A Polícia Militar confirma a chacina, mas ainda não precisa o número exato de mortos e feridos. Fotos que circulam nas redes sociais indicam a presença de vários corpos no local, com muitos ferimentos e sangue, e mencionam mais de dez mortos. Nas fotos, a grande maioria das vítimas é composta por mulheres.

Um policial militar que falou com a reportagem confirmou que há um número considerável de mortos.

Seis feridos a tiros –sendo um homem, quatro adolescentes (um garoto de 12 anos, outro de 16, e duas meninas de 16) e uma mulher– foram encaminhados para o Instituo Doutor José Frota, maior centro médico de urgência da Prefeitura de Fortaleza. Todos os feridos encontram-se em estado estável, sem risco iminente de morte, e seguem em atendimento.

Outros dez feridos com menor gravidade passaram pelo hospital Edmilson Barros de Oliveira, mais conhecido como Frotinha de Messejana. Oito deles já tiveram alta.

VIOLÊNCIA

O Ceará é um dos Estados que apresentam piores índices de violência no Brasil.

No relatório Atlas da Violência 2017, divulgado em junho do ano passado, o Ceará aparece com a terceira pior taxa de homicídios, com 46,75 por 100 mil habitantes. Apenas Sergipe (58,09) e Alagoas (52,33) contam com índices piores. O melhor índice é o de São Paulo, com 12,22.

Elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado ao governo federal, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ONG especializada no assunto, o estudo analisou dados do SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde, que traz informações sobre incidentes até o ano de 2015.

Em 2015, houve, no Brasil, 59.080 homicídios, o que equivale a uma taxa de 28,9 por 100 mil habitantes.

Divulgado em outubro de 2017, o IHA (Índice de Homicídios na Adolescência), métrica elaborada pelo Unicef, o Observatório de Favelas e a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, do governo federal, aponta o Ceará como o estado em que mais adolescentes são assassinados (8,71 a cada 100 mil), ao passo que Fortaleza lidera o ranking entre as capitais, com 10,74. São Paulo tem o terceiro índice mais baixo do país, de 1,6, acima apenas de Roraima (1,4) e Santa Catarina (0,9). Na capital paulista, o IHA é 2,2.

A medição é feita com dados de 2014, os últimos disponíveis, e considera apenas as 300 cidades do país com mais de 100 mil habitantes.

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