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Novo balanço aponta alta de 44,5% nas mortes por febre amarela em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As mortes por febre amarela confirmadas no Estado de São Paulo cresceram 44,5%, segundo balanço divulgado no início da noite desta sexta-feira (26) pela Secretaria Estadual de Saúde. O número saltou de 36 para 52 desde o último levantamento, realizado há uma semana.

Com isso, o número de casos confirmados também cresceu, de 81 para 134, no período -alta de 65,4%. O destaque ainda é a cidade de Mairiporã, na região metropolitana, que concentra 57,4% dos casos, chegando a 77. Assim como no levantamento anterior, Mairiporã, Atibaia (17) e Amparo (5) somam três quartos dos casos no Estado.

As outras cidades paulistas com registro da doença são: Águas da Prata, Américo Brasiliense, Batatais, Bragança Paulista, Caieiras, Campinas, Cotia, Itapira, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itatiba, Itapecerica da Serra, Jarinu, Jundiaí, Mococa, Cássia dos Coqueiros, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Piedade, Santa Cruz do Rio Pardo, Santa Lucia, São João da Boa Vista e Tuiuti.

Com o crescente número de casos de febre amarela, os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro iniciara nesta quinta (25) a campanha emergencial de vacinação, com o uso da dose fracionada -a Bahia também fará parte da nova mobilização, mas entre os dias 19 de fevereiro a 9 de março.

Em São Paulo, a campanha acontece em 53 cidades, além de 20 distritos da capital paulista, e já imunizou 521.370, em menos de dois dias. Segundo a secretaria, 502.052 paulistas receberam a dose fracionada e 19.318 receberam a dose padrão. A meta é vacinar 9,2 milhões de pessoas até 17 de fevereiro.

Fracionar a vacina foi a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde para conseguir imunizar um maior número de pessoas. Com 0,1 ml, a dose fracionada tem o mesmo efeito que a padrão (0,5 ml), embora seu tempo de cobertura seja menor. Quem for vacina com ela deve tomar nova dose em ao menos oito anos.

Apesar da eficácia da dose fracionada, alguns grupos ainda estão recebendo a normal devido à falta de estudos sobre o efeito da dose menor neles. É o caso de crianças de 9 meses a 2 anos incompletos, grávidas, pessoas que terminaram tratamento de quimioterapia ou com corticoides em doses elevadas.

SÃO PAULO

A capital paulista não registrou nenhum caso de febre amarela contraído na cidade. Apesar disso, a campanha deve imunizar mais de 3 milhões de pessoas em distritos das zonas leste e sul. São eles: Campo Limpo, Capão Redondo, Cidade Ademar, Cidade Dutra, Cursino, Grajaú, Jabaquara, Jardim São Luís, Pedreira, Sacomã, Socorro e Vila Andrade, Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianazes, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael.

Para tentar conter as filas e até as brigas nos postos de saúde, a prefeitura decidiu distribuir senhas nas casas das pessoas, com o nome da UBS (Unidade Básica de Saúde) e o dia em que ela poderá receber a dose. Para isso, foram mobilizados agentes de saúde, associações de bairro e conselhos municipais.

Os agentes deverão passar mais de uma vez em cada rua, mas, caso a pessoa perca o dia determinado na senha ou não esteja em casa na hora em que passar o agente de saúde, poderá procurar a UBS mais próxima, onde será checado se a campanha passou na sua rua e se foi entregue a senha em sua casa, e a vacina poderá ser aplicada normalmente.

As senhas não estão sendo necessárias nas UBSs destinadas ao atendimento de viajantes. Segundo a prefeitura, 17 unidades estão aplicando a dose fracionada no caso de viagem a outras regiões do país onde há recomendação de imunização e a dose padrão no caso de pessoas com viagem marcada para países com a exigência.

Essa é a segunda fase da campanha contra febre amarela na capital paulista. As próximas fases também deverão ser de doses fracionadas e contar com a distribuição de senhas nas casas. Segundo a secretaria, elas correspondem a áreas de baixo risco e foram divididas de acordo com a aproximação com as regiões de risco.

A fase 3 (amarela), destinada as zonas leste e sudeste, será em março; a fase 4 (azul), destinada ao centro e a parte das zonas oeste e sul, será em abril; e a fase 5 (roxa), destinada ao sudoeste da capital, será em maio. A prefeitura pede que as pessoas respeitem a divisão e, se possível, não se desloquem para as áreas de risco.

A expectativa da prefeitura é que toda a cidade seja imunizada até o final de maio.

Veja as unidades de referência para viajantes em São Paulo:

UBS Boracea - Santa Cecília (centro)

UBS Ponte Rasa - Ponte Rasa (zona leste)

UBS Jardim Campos - Vila Curuçá (zona leste)

UBS Vila Curuçá - Vila Curuçá (zona leste)

UBS Vila Jacuí - Vila Jacuí (zona leste)

AMA/UBS Integrada Vila Palmeiras - Freguesia do Ó (zona norte)

AMB Tucuruvi - Prof. Armando de Aguiar Pupo - Santana (zona norte)

AMA/UBS Integrada Paulo 6º - Raposo Tavares (zona oeste)

UBS José Marcílio Malta Cardoso - Rio Pequeno (zona oeste)

UBS Parque da Lapa - Vila Leopoldina (zona oeste)

UBS Jardim Edite - Gerôncio Henrique Neto - Itaim Bibi (zona oeste)

AMA/UBS Integrada São Vicente de Paula - Ipiranga (zona sul)

Hospital Dia da Rede Hora Certa Penha - Penha (zona leste)

UBS Vila Prudente - Vila Prudente (zona leste)

UBS Jardim Miriam 2 - Cidade Ademar (zona sul)

UBS Vila Constância - Dr. Vicente Octávio Guida - Cidade Ademar (zona sul)

UBS Chácara Sto. Antônio - Dr. Marcílio A.P. Filho - Sto. Amaro (zona sul)

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