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Disputando o topo das paradas com o sertanejo, funk conquista popularidade

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AMANDA NOGUEIRA E DANIEL MARIANI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Anitta desfila com shortinho vermelho, calcinha de animal print à mostra e um colar dourado marcando a cintura. Sua bunda, flácida e sobressalente como as de muitas brasileiras, virou assunto nacional. Todos queriam saber: verdade ou marketing?

Com mais de 160 milhões de visualizações em pouco mais de um mês desde seu lançamento, o clipe de "Vai Malandra" traduz a nova onda das paradas musicais brasileiras: a fissura pelo bumbum -mesmo os imperfeitos, naturais, com celulites.

A temática não é novidade, mas assumiu uma dimensão sem precedentes no último ano e continua dominando as paradas musicais neste verão e pré-Carnaval.

Um levantamento da reportagem mostra o aumento de aparições do termo entre as 20 faixas mais tocadas diariamente no YouTube no período de setembro de 2014 a janeiro de 2018. O pico se deu em agosto e em novembro, quando 48% delas citaram bumbum ou suas variantes.

Dos 25 funks mais tocados no Spotify nesta quinta-feira (25), 13 citavam o atributo mais famoso entre os brasileiros -em semanas anteriores, o número chegou a 16 faixas.

O bumbum aparece em suas diversas variações: da tradicional bunda, passando pelo lúdico popozão até elaboradas descrições como "circunferência perfeita que tem o poder na medida certa para te enlouquecer" ("Encaixa", do MC Kevinho).

Considerando o ranking diário das 200 faixas mais tocadas no Spotify no último ano, o gênero que mais menciona bumbum é o funk.

Além de traçar paralelos com a forma de dançar o estilo, a palavra costuma acompanhar e reforçar as batidas do funk: "bum bum" com frequência precede ou sucede "tum tum", por exemplo.

Destaca-se a vertente paulista, na qual atua, por exemplo, MC Kevinho, intérprete de quatro dessas faixas -"Rabiola", "Olha a Explosão", "O Grave Bater" e "Encaixa".

A aproximação entre estilos musicais tem espalhado a tendência para além do funk: está, por exemplo, em "Psiquiatra do Bumbum", do cantor de forró Wesley Safadão, lançado na sexta (12) em parceria com o cantor de pagode baiano Léo Santana.

Naquele mesmo dia, Pabllo Vittar levantou o tema em seu hit pop "Joga Bunda".

Os clipes dessas faixas têm alavancado a audiência de canais especializados em funk. O KondZilla, do produtor Konrad Dantas, abriga boa parte das "faixas de bumbum".

Foi o canal que lançou o clipe de "Bum Bum Tam Tam", hit de MC Fioti que tornou-se a música mais ouvida durante 2017 no YouTube, no qual está prestes a completar 600 milhões de visualizações.

KondZilla já é o maior canal do serviço de vídeos em visualizações, mas está próximo de bater um novo recorde e se tornar o com maior número de inscritos, superando o do comediante Whindersson Nunes -ambos possuem mais de 26 milhões de seguidores.

Apesar de pop, a onda passou a ser criticada por questões como a objetificação do corpo da mulher, especialmente com "Vai Malandra".

O debate, girando em torno de cenas em que a cantora aparece cantando e rebolando de biquíni de fita isolante em uma laje do morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, dividiu opiniões. Alguns defendem se tratar de empoderamento feminino; outros veem objetificação do corpo e reforço de estereótipo.

OUTRAS PARTES

Enquanto o bumbum prolifera no funk -é o único gênero no qual o atributo é o mais mencionado-, demais partes do corpo ganham seus destaques em outros estilos.

Entre o top diário das 200 mais tocadas no Spotify, 43% do hip-hop nacional (composto praticamente de rap) citam o coração. Pouco atrás vem o pagode, com 42% das músicas mencionando o órgão.

O coração aparecia em 30% das 20 canções mais reproduzidas no YouTube em 2014 -no início deste ano, no entanto, detinha apenas 8%.

Já a boca tem sua maior influência no sertanejo, registrada em 21% das canções do gênero que atingiram o top 200 do serviço de streaming. No samba, o que menos menciona partes do corpo, ela figura em 5% das faixas.

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