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Sob protesto, Alckmin inaugura estação da linha-4 do metrô em SP

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KLEBER NUNES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi hostilizado por membros do MPL (Movimento Passe Livre), na manhã desta terça-feira (23), minutos antes de inaugurar a estação Higienópolis-Mackenzie, da linha 4-amarela do metrô, no centro da capital paulista.

Os manifestantes protestaram contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trem anunciado em dezembro do ano passado pelo governador ao lado de João Doria, prefeito da cidade de São Paulo, e que entrou em vigor no último dia 7. Seguranças da ViaQuatro -empresa que administra a linha amarela- impediram a entrada dos jovens e houve um princípio de tumulto.

O MPL marcou outro ato contra o reajuste das tarifas para esta terça, às 17h, no cruzamento da avenida Ipiranga com a São João.

Na solenidade, o governador evitou falar sobre a "recepção" do MPL, mas o prefeito em exercício de São Paulo, Bruno Covas (PSD), criticou o ato.

"Parabenizo o governador por resistir às manifestações. Esses atos não são da população, são de entidades de classes. A população quer transporte de qualidade", disse Covas.

Alckmin voltou a prometer mais 19 estações do Metrô, da CPTM e do monotrilho totalizando, até dezembro, 102 quilômetros de malha ferroviária. O tucano minimizou os atrasos nas obras.

"Ninguém colhe em 24 horas, tem que plantar, tem que regar. Acontece de empresas quebrarem no meio de uma obra e o governo não pode simplesmente trocar de empresa, é preciso fazer todo o processo licitatório novamente, isso demora", afirmou.

Parte integrante da segunda fase da linha 4-amarela, a estação Higienópolis-Mackenzie tinha previsão de inauguração para 2014.

Um ano depois, as obras ainda se arrastavam e a gestão do tucano rompeu o contrato com o consórcio Isolux Corsán-Corviam, alegando atraso na conclusão dos trabalhos.

Em 2016, o consórcio ViaQuatro venceu uma nova licitação e retomou as obras. A nova entrega havia sido prevista para dezembro do ano passado, mas a inauguração acabou prorrogada de novo por causa de atraso no recebimento de alguns materiais, como as placas de vidro que funcionam como guarda-corpo.

DÚVIDAS E ELOGIOS

Após quatro anos de atraso, os usuários da linha 4-amarela do Metrô de São Paulo embarcaram e desembarcaram pela primeira vez na estação Higienópolis-Mackenzie, no centro. No local, devem passar 42 mil pessoas por dia.

Ao menos até o dia 3, a operação será realizada só das 10h às 15h -depois, em período integral, como as demais.

Para acessar as catracas, os passageiros têm que enfrentar cinco lances de escadas rolantes. A distância a ser percorrida entre a rua e os trens é considerada padrão e menor do que na estação Pinheiros, por exemplo, que tem 31 metros de profundidade.

"Sempre venho para essa região para consultas médicas e a lazer. Antes levava no mínimo uma hora de ônibus da zona leste para cá, agora vou chegar bem mais rápido e com comodidade e segurança", disse a produtora cultural, Elisa Matos 33.

A agente de reservas Tatiana Gonçalves, 36, que seguia para Paulista desembarcou por engano na Higienópolis-Mackenzie. "Tanto tempo em obras acabei me confundindo achando que era a estação Paulista, vou me atrasar mais um pouco, mas gostei do que vi."

Márcio Saviano, 37, terá mais acesso ao lazer com a nova estação. "Com a parada aqui fica mais perto e mais cômodo chegar a essa área do centro. Gostei também porque achei mais espaçosa do que a [estação] Paulista", disse o desenhista projetista.

A Higienópolis-Mackenzie terá ligação com a futura linha 6-laranja (entre Brasilândia e a estação São Joaquim), que está há um ano com as obras suspensas, após as empreiteiras responsáveis envolvidas na Lava Jato desistirem da construção. "As obras da linha-6 deverão ser retomadas nas próximas semanas", afirmou Geraldo Alckmin.

ATRASO

De acordo com o Metrô, as demais estações da linha 4-amarela devem ser entregues até o fim de 2019 e, no mais tardar, em 2020. A próxima da fila a ser inaugurada será a Oscar Freire, em março.

Em julho deste ano, a companhia prevê entregar a estação São Paulo-Morumbi e, até dezembro do ano que vem, Vila Sônia. Em relação a essa última, além da estação, a inauguração depende da construção de um túnel de 1,5 km para os trens poderem acessar a plataforma.

Inicialmente planejadas para serem entregues em 2008, as seis estações da primeira etapa da obra da linha 4-amarela só ficaram prontas entre 2010 e 2011.

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