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PF investiga estudante suspeito de plagiar livro em redação do Enem

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JOÃO PEDRO PITOMBO

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal realizou, na manhã desta sexta-feira (19), uma operação para investigar uma suspeita de fraude no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

O suspeito é um estudante da Bahia que, na redação, plagiou na íntegra a sinopse do livro "Redação de Surdos: Uma Jornada em Busca da Avaliação Escrita", da pesquisadora Maria do Carmo Ribeiro, disponível na internet.

O tema da redação do Enem, realizado em novembro do ano passado foi "Desafios para formação educacional dos surdos. O livro cujo trecho foi plagiado é resultado de uma pesquisa que analisa as habilidades de escrita em língua portuguesa de alunos surdos do 3° ano do ensino médio de duas escolas do Distrito Federal.

O plágio foi identificado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia do Ministério da Educação, que comunicou a suspeita à Polícia Federal.

Um inquérito foi instaurado e a Justiça Federal autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do suspeito. No cumprimento do mandado, na manhã desta sexta, a PF apreendeu um celular e o rascunho da prova do Enem do suspeito. O nome do estudante não foi divulgado.

Se confirmada a suspeita de fraude, o estudante poderá ser indiciado pelo crime de fraude em certame de interesse público, que prevê pena entre um e quatro anos de reclusão e multa.

NOTA ZERO

O Ministério da Educação divulgou nesta quinta-feira (18) as notas do Enem. Os dados mostraram que o total de notas zero na redação subiu de 291.806, em 2016, para 309.157 no ano passado. Em termos percentuais, os exames zerados passaram de 4,8% para 6,5%.

A maior alta ocorreu nos casos de fuga ao tema. Enquanto em 2016 foram 46.874 textos zerados por esse motivo, no ano passado foram 236.739. Um em cada 20 candidatos, portanto, não entendeu sobre o que era necessário escrever e teve o texto zerado.

Também são passíveis de nota zero a menção a um trecho desconexo ao texto, cópia dos textos de apoio ou não usar o tipo textual esperado (dissertação).

No ano passado, às vésperas da prova, uma decisão judicial proibiu o MEC de anular textos que desrespeitassem os direitos humanos, o que era previsto pelo Enem desde 2013. A presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, endossou a decisão, e a gestão do ministro Mendonça Filho (DEM) não recorreu.

Estudantes desrespeitaram os direitos humanos em somente 205 redações no Enem 2017, segundo o MEC. Eles tiveram desconto de pontos, mas não nota zero. Em 2016, 4.798 dissertações haviam sido anuladas por essa razão.

O número de provas com nota máxima na redação caiu de 77 para 53 entre 2016 e 2017. Por outro lado, a nota média aumentou, passando de 541,9 para 558 (numa escala que vai até 1.000).

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