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Polícia confirma racha em acidente que matou idoso em São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil confirmou nesta quarta-feira (17) que o idoso Oswaldo Borin, 79, morreu atingido por um carro que estava praticando racha. O aposentado foi atropelado na rua Heitor Penteado, Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista. O crime aconteceu no último domingo (14).

Um dos motoristas suspeitos foi identificado e indiciado por participar de racha e não prestar socorro à vítima. Segundo a polícia, o caminhoneiro Sidnei Aparecido de Oliveira, 51, vai responder pelos crimes em liberdade por ter se apresentado após o período de flagrante.

O indiciamento é quando a polícia informa a uma pessoa suspeita de ter cometido um crime de que ela está sendo investigada. Nesse intervalo, o suspeito é monitorado e sempre que requisitado precisa comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos.

Além de Sidnei, a polícia informou por meio de nota que está à procura do segundo motorista que também participava do racha e teria atropelado o idoso.

Sidnei dirigia um Gol. Segundo o delegado Marcel Druziani, do 23º DP (Perdizes), responsável pelas investigações, o suspeito afirmou que não participava de racha, que estava a 70 km/h (o limite no local é de 50 km/h) e que não parou o seu veículo porque não viu o atropelamento. A reportagem procurou, mas não localizou a defesa do motorista até esta publicação.

Oswaldo Borin foi atingido por um carro em alta velocidade no momento em que atravessava a faixa de pedestres. Pelo menos três testemunhas que se apresentaram à polícia afirmaram que o atropelador tirava um racha com outro carro, que também passava em alta velocidade pelo local. Ambos fugiram sem prestar socorro à vítima.

Borin morava sozinho em um prédio a poucos metros do local onde foi atropelado. Vizinhos disseram que ele costumava andar a pé pelo bairro e, no momento do acidente, voltava da missa, como fazia sempre aos domingos à noite.

De acordo com Francisco Terra, 31, que presenciou o acidente, dois carros da marca Fiat estavam lado a lado em alta velocidade e não esperaram o idoso atravessar. "Eles estavam fazendo racha quando acertaram o homem, acho que estavam a quase 100 quilômetros por hora", diz. O limite de velocidade da via é de 50 km/h.

Ainda segundo Terra, uma médica e um estudante de medicina que passavam pelo local tentaram reanimar o pedestre. Eles chegaram a usar um desfibrilador emprestado por uma funcionária da estação Vila Madalena do metrô, que fica a poucos metros do local do acidente. "Não adiantou, quando o Samu chegou ele já estava morto", afirma.

Duas testemunhas que vinham de carro afirmaram que seus carros foram fechados seguidamente pela dupla, que vinha da avenida Doutor Arnaldo, no sentido Lapa.

Após o atropelamento, um dos veículos suspeitos de participar do racha, identificado como sendo um Fiat 500 branco, seguiu pela rua Cerro Corá. O outro, um Gol azul, virou na rua Aurélia e seguiu sentido marginal do Tietê.

Um motoqueiro seguiu o segundo e conseguiu anotar a placa. A informação foi entregue a uma testemunha que esperou a polícia no local. O motoqueiro foi embora sem se identificar.

De acordo com informações do site Mobilidade Segura, da Prefeitura de São Paulo, em 2017, foram registradas 17.574 infrações por desrespeito à faixa de pedestres.

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