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Com maioria separatista, novo Parlamento catalão faz 1ª reunião

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - O Parlamento regional catalão se reúne nesta quarta-feira (17) pela primeira vez desde a sua dissolução forçada e as eleições antecipadas de 21 de dezembro passado. Para desgosto do governo central espanhol em Madri, legisladores separatistas devem manter o controle da Casa.

A plenária, iniciada às 11h (às 8h em Brasília), será acompanhada com ansiedade no restante do país. Ao longo do dia legisladores tomarão uma série de decisões, algumas delas potencialmente controversas —por exemplo, poderão aceitar que os três deputados catalães detidos e os cinco foragidos possam delegar seu voto.

A partir de sua inauguração, o Parlamento tem até dez dias úteis para convocar a eleição do presidente regional catalão. A data-limite é 31 de janeiro.

Madri teme que os deputados voltem a escolher o ex-presidente separatista Carles Puidgemont, hoje foragido em Bruxelas. O governo espanhol deve recorrer à Justiça para impedi-lo, assim como planeja protestar ao Tribunal Constitucional caso os deputados ausentes possam delegar seus votos.

Puigdemont, afinal, esteve por trás do plebiscito independentista de 1° de outubro, com 43% de participação e 90% dos votos a favor da separação. A consulta abriu a crise mais grave da história recente espanhola e levou o Madri a dissolver a administração catalã e antecipar as eleições regionais.

O governo central também acusou líderes separatista, entre eles Puigdemont, de crimes como rebelião e sublevação. Puigdemont fugiu a Bruxelas, de onde segue com sua campanha independentista. Ele provavelmente será detido de imediato caso volte a Barcelona, capital catalã.

Apesar dos esforços do premiê espanhol, Mariano Rajoy, separatistas voltaram a vencer no pleito de 21 de dezembro, com 70 dos 135 assentos do Parlamento na aliança entre Juntos pela Catalunha, Esquerda Republicana e Candidatura de Unidade Popular.

Juntos pela Catalunha e Esquerda Republicana querem mais uma vez propôr Puigdemont como presidente catalão. Mas, sem poder voltar a Barcelona para sua posse, ele terá de discursar via Skype até o fim deste mês —algo que o próprio comitê legal do Parlamento considera ilegal.

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