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Após ataque a festival, Las Vegas tenta retomar rotina de turismo e compras

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FERNANDA EZABELLA, ENVIADA ESPECIAL

LAS VEGAS, EUA (FOLHAPRESS) - Las Vegas, uma das cidades mais turísticas do mundo, tentava voltar ao normal na noite de segunda-feira (2), 24h depois do pior atentado a tiros nos EUA, que deixou 59 mortos e mais de 500 feridos.

Pelas ruas da Strip, principal avenida repleta de hotéis e lojas, muitos turistas caminhavam com sacolas de compras, tiravam selfies com o celular ou carregavam grandes drinks na mão, embora diversos shows tenham sido cancelados, incluindo o espetáculo gratuito da dança das águas do hotel cassino Bellagio.

"O movimento caiu uns 30%. Nossas filas hoje foram só para reembolsos", disse uma funcionária que trabalha há dois anos na Half Price Tickets, um quiosque com várias unidades na Strip para venda de ingressos para shows.

Meia dúzia de pessoas olhava as opções fora da loja vazia. "O medo é que venham menos turistas, mas eu duvido. Muita gente ficou chateada e tentamos recomendar outras coisas, principalmente comédias", continuou, pedindo para não ter seu nome divulgado.

As apresentações do Cirque du Soleil e do Blue Man Group foram canceladas, e a boate Marquee, do hotel cassino Cosmopolitan, não abriu as portas. Os shows de Celine Dion, a partir de terça-feira, e de Jennifer Lopez, no final de semana, seguiam confirmados.

Em frente ao Hard Rock Café, um mexicano vestido de Capitão América tirava fotos em troca de gorjetas com um casal. Para ele, o movimento era o de sempre, não muito forte para uma noite de segunda. Seu único problema era o forte policiamento, já que sua atividade era ilegal.

A cada bloco, grupos de policiais conversavam e vigiavam as ruas, muitas vezes sendo abordados por pessoas que queriam cumprimentá-los pelos resgates da noite anterior.

A Strip tem cerca de 4km, e o massacre aconteceu em uma das pontas, com o assassino no 32º andar do hotel cassino Mandalay Bay, atirando na multidão de um festival de música country que acontecia do outro lado da avenida.

O quarteirão do Mandalay Bay ficou o dia fechado para carros e pedestres, com forte presença de equipes de TV e curiosos observando das esquinas, no escuro.

Duas ruas depois, Las Vegas brilhava como sempre com seus letreiros e telões. Muitos deles traziam pedidos de doações de sangue, o telefone de emergência para familiares das vítimas e agradecimentos aos bombeiros e policiais que chegaram primeiro à cena do crime.

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