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Facebook diz que 10 milhões viram anúncios russos na eleição americana

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de 10 milhões de pessoas nos Estados Unidos viram anúncios políticos no Facebook comprados pela Rússia durante e logo após a eleição presidencial nos Estados Unidos, a empresa anunciou nesta segunda-feira (2).

Em nota, a companhia disse que usou um modelo matemático para estimar o alcance estimado dos cerca de 3.000 anúncios que a empresa diz terem sido comprados pelos russos.

O governo de Vladimir Putin nega envolvimento no caso.

Segundo o Facebook, 44% dos anúncios foram vistos antes da eleição, em novembro de 2016, e o restante foi visto depois do pleito.

Ao todo, foram gastos US$ 100 mil (R$ 315 mil) para comprar os anúncios —99% deles custou menos de US$ 1.000 (R$ 3.150)

Cerca de 25% dos anúncios não foram vistos por ninguém. "Isso acontece porque os leilões de propaganda são feitos para que os anúncios atinjam as pessoas baseado em sua relevância e alguns desses anúncios podem não ter tido relevância para alcançar alguém", afirmou o vice-presidente de comunicação da empresa, Elliot Schrage.

De acordo com ele, a maior parte dos anúncios em questão não violou as regras da empresa e poderiam ter continuado no ar se não tivessem sido comprados com contas falsas.

"Enquanto podemos nem sempre concordar com a posição de quem fala sobre as questões daqui [dos Estados Unidos], nós acreditam no direito que eles [os russos] têm de fazer isso —assim como acreditamos no direito dos americanos de expressarem sua opinião sobre questões de outros países", afirmou em nota o executivo.

O presidente do Facebook, Mark Zuckeberg, disse que a empresa vai trabalhar para evitar o que ele classificou como abusos governamentais. Ele anunciou que a companhia vai passar a pedir mais detalhes para quem quiser comprar anúncios sobre as eleições americanas.

A companhia tinha comunicado mais cedo que planejava contratar 1.000 pessoas para atuarem no monitoramento dos anúncios, com o objetivo de impedir que ações como a russa voltem a acontecer.

A empresa afirmou ainda que trabalha com outras empresas de tecnologia, como o Google e o Twitter, para entender melhor a participação de Moscou na eleição.

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