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'Só se for para o fundo do mar', diz Crivella sobre 'Queermuseu' no Rio

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito carioca, Marcelo Crivella (PRB), afirmou em vídeo que não quer que a mostra "Queermuseu" vá para o MAR (Museu de Arte do Rio).

"Só se for no fundo do mar", disse o político em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (2).

A mostra foi suspensa em Porto Alegre após pressão de grupos que a consideram ofensiva.

O MAR, mantido pela Prefeitura do Rio em parceria com a iniciativa privada, não havia confirmado ainda que receberia a mostra.

SEM REABERTURA

O Santander Cultural anunciou nesta sexta (29) que não vai reabrir em Porto Alegre a exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença da Arte Brasileira", interrompida no dia 10 de setembro após protestos de grupos conservadores.

Em nota divulgada na quinta-feira (28), o MPF recomendou à instituição a reabertura da mostra em Porto Alegre até o dia 8/10, afirmando que a ação de encerrá-la antes da data originalmente prevista é prejudicial à liberdade de expressão artística.

O MPF ainda orientou que os organizadores da exposição informassem ao público sobre as "eventuais representações de nudez, violência ou sexo" nas obras, caso fosse reaberta.

ATO PRÓ-LIBERDADE

Centenas de pessoas, incluindo artistas, atores e cineastas, fizeram um ato na tarde de domingo (1º) em defesa do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) na sede da instituição, no parque Ibirapuera.

Segurando cartazes com a inscrição "Somos todos MAM", eles deram as mãos no saguão e gritaram "censura, não" e "arte não é crime".

Segundo a organização, o ato chegou a reunir mais de 300 pessoas. Entre os participantes estavam os artistas Paulo Pasta, Fabio Miguez e Alex Cerveny, além de diretores de museu e curadores.

O museu paulistano tem sido alvo de ataques desde que, na última terça (26), sediou uma performance com um nu artístico. Num vídeo que circulou nas redes sociais, uma criança aparece tocando a mão e a perna do artista Wagner Schwartz, que estava sem roupa. A performance evoca "Bicho", obra manipulável da artista Lygia Clark (1920-1988).

No último sábado (30), um grupo fez um protesto na frente do museu, acusando-o de promover a pedofilia, que terminou em agressões físicas contra visitantes e colaboradores da instituição.

Sob gritos de "abaixo, Doria", os participantes do ato também entoaram críticas ao prefeito de São Paulo, que publicou um vídeo condenando a performance.

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