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'A música traz dignidade', diz a cantora italiana Mafalda Minnozzi

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BEATRIZ FIALHO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mafalda Minnozzi, 50, é uma cantora italiana que encontrou no Brasil uma segunda casa. Em seu novo trabalho, "Romantica", a artista investiu em sentimento, intensidade e romantismo.

Brasileira "por amor" desde 1996, a cantora foi nomeada como Embaixadora da Música Italiana no Brasil. Das músicas conhecidas em sua voz estão "Come Prima" e "Come le Rose", que foi parte da trilha sonora da novela "Terra Nostra" (Globo).

SER ROMÂNTICA

Para Minnozzi e sua concepção naturalmente italiana, a intensidade dos sentimentos é o que traz sentido a vida. "Não é brega, não é ultrapassado: é humano."

"Não se trata daquele romanticismo demodê. O romantismo é sempre atual, porque amor é sempre atual. É o que movimenta o mundo. É uma força tão grande que vai além das forças da natureza, porque está dentro de nós", diz.

A definição vem na ponta da língua: "ser romântico é um comportamento, uma filosofia de vida. Não tem a ver com abrir a porta do carro, fazer um jantar a luz de velas ou comprar uma pelúcia. Ser romântico é cuidar de quem se ama, também na conversa, na empatia do sentimento com o próximo."

SER MULHER

"A mulher sofre muito nesse universo masculino. Sempre chegamos antes com o próprio aspecto físico e depois com a intelectualidade", diz. Para ela, "a música traz dignidade. Fortalece a própria autoestima".

Sobre aparência, Mafalda diz que nunca se importou em vestir o estereótipo de mulher feminina e romântica. "Ser forte em primeiro lugar", afirma.

"A mulher tem que se valorizar e mostrar ao mundo que é muito mais do que uma aparência. Infelizmente, você tem que ser bem menos gostosa para que o seu interlocutor te enxergue, para que ele veja o que está lá dentro -que é muito, muito mais glorioso do que um cabelo arrumado, um lábio pintado ou um bumbum para cima", diz.

"Todo homem nasce de uma mulher. Sendo assim, cada homem leva com si um pedaço da própria mãe. Se lembrássemos todos que devem tratar as mulheres como tratas as próprias mães, perceberíamos que existiria menos violência, mais respeito", completa.

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