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Pivô de escândalo sexual que afetou eleição nos EUA é condenado à prisão

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-deputado democrata americano Anthony Weiner, 53, foi condenado nesta segunda-feira (25) a 21 meses de prisão por enviar mensagens de conteúdo sexual a uma adolescente menor de idade.

A descoberta do caso durante a campanha presidencial de 2016 acabou levando o FBI a investigar a então candidata democrata a presidente, Hillary Clinton -que tinha como assessora a mulher do deputado.

Democratas, incluindo a própria Hillary, declararam em diversas ocasiões que a investigação sobre ela ajudou Donald Trump a vencer a eleição.

Weiner, que já tinha se envolvido em outros dois escândalos sexuais, já tinha se declarado culpado em maio de enviar material pornográfico para uma adolescente de 15 anos da Carolina do Norte.

Na sessão desta segunda, que decidiu qual seria sua pena no caso, o ex-deputado por Nova York se descreveu como um "homem doente por um longo tempo" e pediu desculpa por seus atos. "O crime que eu cometi foi o fundo do poço...eu hoje vivo uma vida diferente e melhor."

A juíza do caso, Denise Cote, disse concordar que Weiner estivesse viciado em sexo doente e precisasse de tratamento, mas afirmou que era importante puni-lo para que casos semelhantes não voltassem a acontecer.

"Está é uma oportunidade para tomarmos uma posição que pode proteger outros menores" disse ela.

O ex-deputado vai começar a cumprir sua pena em 6 de novembro e não falou com a imprensa após a decisão.

O FBI começou a investigar Weiner em setembro de 2016, depois que a adolescente de 15 anos, da Carolina do Norte, disse ao tabloide "Daily Mail" que ela e o ex-político haviam trocado mensagens obscenas por vários meses.

Ela disse ainda que ele pediu para ela tirar a roupa diante de uma câmera.

Na investigação, o FBI apreendeu o laptop do ex-deputado e encontrou novos e-mails que a então candidata democrata Hillary Clinton havia enviado para sua assessora Huma Abedin, que, à época, era mulher de Weiner -os dois atualmente estão em processo de divórcio.

Huma havia reencaminhado algumas mensagens para posteriormente imprimi-las.

Após a descoberta, o FBI anunciou, menos de dez dias antes da eleição, a reabertura da investigação de Hillary sobre o uso de um servidor de e-mails privado no período em que ela foi Secretária de Estado.

O inquérito foi encerrado dias antes da eleição e Hillary não foi processada, mas ela atribuiu sua derrota ao caso.

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