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Deslocado, Alter Bridge pesa a mão em noite de rock radiofônico no Rio

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MARCO AURÉLIO CANÔNICO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Fosse o Alter Bridge uma banda mais popular no Brasil, a noite desta sexta (22) poderia lembrar as edições do Rock in Rio em que "headbangers" jogaram tudo que encontraram pela frente nos artistas cujo som não se alinhava ao metal.

Isso porque o quarteto americano, com seu hard rock de guitarras pesadas e aceleradas, destoou completamente da escalação do palco Mundo, que abrigou Jota Quest antes deles e receberia Tears for Fears e Bon Jovi depois.

Formado por remanescentes do Creed (de triste memória) —o guitarrista Mark Tremonti, o baixista Brian Marshall e o baterista Scott Phillips— que se uniram ao vocalista Myles Kennedy, o Alter Bridge abriu o show em alta voltagem, com "Come to Life" e a ultraveloz "Addicted to Pain".

Foi uma mostra do que a banda tinha de melhor: um cantor de grande alcance e boa afinação, um baterista rápido e pesado, um guitarrista melódico.

O repertório teve altos e baixos; algumas canções mais parecidas com baladas derrubaram o pique da apresentação, e grande parte do público, que já não estava exatamente interessado, contou os minutos para que a trupe saísse de cena.

De qualquer modo, o Alter Bridge mostrou, em sua primeira passagem pelo Brasil, que é uma banda muito mais interessante do que a que lhe deu origem. Não é grande coisa, ok, mas pelo menos atesta que os músicos são capazes de evoluir.

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