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Dia tenso tem moradores em pânico e aulas canceladas

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O intenso tiroteio entre policiais e criminosos na Rocinha, no Rio, provocou tumulto, pânico e alterou a rotina de cariocas. Compromissos desmarcados, aulas canceladas e medo de trafegar por locais próximos à favela são alguns dos reflexos da crise de segurança vivida no Rio.

"Quando cheguei embaixo da passarela da Rocinha, vi muitos policiais, cerca de 20, saindo do túnel com fuzis, prontos para invadir. De repente, começou um tiroteio violento no asfalto. Acho que fui um dos últimos carros a passar pelo túnel, que foi fechado depois. Nem sei como consegui, minhas pernas tremiam", disse o empresário Ricardo Tupinambá, 54, que mora na Barra da Tijuca.

Ele ia a uma reunião, sem saber do que ocorria na Rocinha. Após o susto, buscou a filha na PUC (as aulas foram suspensas), deixou o carro na Gávea e voltou de metrô para casa. "Não sei quando vou buscar meu carro. Não quero nem pensar em passar novamente pelo túnel."

Ainda na quinta (21), a Escola Americana enviou comunicado aos pais informando que o campus da Gávea, vizinho à Rocinha, seria fechado nesta sexta. De acordo com o comunicado, a instituição afirma que tem feito o melhor que pode para manter a escola aberta para evitar transtornos ao aprendizado, mas que decidiu não abrir para garantir a proteção dos alunos.

Já o Colégio Teresiano, também em região próxima à Rocinha, cancelou as atividades ao ar livre por entender que não havia segurança fora da sala de aula. No comunicado enviado aos pais, a diretora-geral da escola, Glória Nascimento, diz que "os recentes acontecimentos em nossa cidade nos fazem tomar medidas prevendo a segurança de alunos, professores e funcionários".

A Escola Parque, por sua vez, decidiu suspender as aulas, segundo comunicado, após contato com a PM.

A empresária Laura Mariani, 54, mora no Humaitá, perto do morro Dona Marta, e se preparava para sair de casa, às 10h, quando começou a ouvir tiros. "Durou uns 20 minutos. Resolvi ficar em casa."

No Botafogo, a estudante Manuela Guimarães, 17, do Colégio Santo Inácio, disse que os alunos ficavam assustados com informações que chegavam pelo WhatsApp. "Na saída, o coordenador disse que não deveríamos passar em frente ao Dona Marta."

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