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Alceu, Elba e Geraldo Azevedo levam sucessos nordestinos ao Rock in Rio

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MARCO AURÉLIO CANÔNICO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Num dia de grandes encontros no Rock in Rio, Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo levaram ao palco Sunset o original: seu show "O Grande Encontro". Com um repertório de sucessos da MPB nordestina, criou uma grande cantoria coletiva no fim da tarde desta sexta (22).

O trio mostrou uma versão pocket da apresentação que vem rodando o país desde o ano passado. Abriram juntos, cantando "Anunciação", de Alceu, "Caravana", de Geraldo, e "Sabiá", do repertório de Luiz Gonzaga.

Na sequência, alternaram-se no comando do palco —primeiro Geraldo, que cantou "Papagaio do Futuro" e convidou Alceu a participar, o que ele fez com seu estilo falante de sempre, protestando contra "todo populista traidor do povo, todo demagogo, todo mau patrão. Vai pra toda essa gente ruim meu desprezo. Vamos salvar nossas reservas, vamos criar um país livre", disse o pernambucano, inspirando os onipresentes gritos de "fora, Temer" por parte do público.

Em sua romântica "Dia Branco", Geraldo convidou o público a fazer "um momento 'Love of My Life', mas com uma música brasileira mesmo", aludindo ao célebre show do Queen no Rock in Rio de 1985 —que também teve Elba e Alceu entre as atrações.

A plateia cantou junto, ainda que não na mesma proporção que faria em "Belle du Jour" ou "Tropicana", executadas mais à frente, na parte do show liderada por Alceu.

Entre os momentos dos dois cantores, Elba assumiu a cena, empunhando um violão para cantar "Chão de Giz", de Zé Ramalho (o quarto elemento do Grande Encontro original). Antes, também deixou seu recado ao público.

"A música tem uma função divina. Que esse amor que vocês estão semeando no Rock in Rio se espalhe pelo infinito para compensar as mazelas desses homens sem escrúpulo. Que a gente possa construir um mundo novo, onde nossas florestas sejam preservadas, onde as pessoas não sejam discriminadas. Viva o Brasil e fora, Temer e todos os políticos corruptos que vilipendiam nosso país", disse a paraibana.

Depois de uma breve participação da Banda de Pífanos Zé do Estado, o show foi encerrado em clima carnavalesco (ou de "rock rural", como disse Alceu), com a dobradinha "Banho de Cheiro" e "Frevo Mulher". O coro de "mais um, mais um" do público —raro nesta edição do festival— atestou o sucesso do trio.

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