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No Rock in Rio, banda Sinara expressa tristeza por tiroteio na Rocinha

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GUSTAVO FIORATTI, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O palco Sunset do Rock in Rio foi aberto nesta sexta-feira (22) com reggae suave e muitas vezes de levada etérea da banda Sinara, que tem em sua formação um filho e dois netos de Gilberto Gil.

Para público reduzido e ainda com a Cidade do Rock sob sol forte, a apresentação funcionou como um pedido direto de paz. O vocalista da banda, Luthuli Ayodele, emendou nas canções do grupo um discurso sobre o tiroteio que tomou a favela da Rocinha na manhã desta sexta (22).

"Estamos muito tristes com o que está acontecendo", disse Ayodele, apresentando-se a seguir como alguém que nasceu e foi criado na favela carioca.

Conforme o show progrediu, a plateia foi ficando mais cheia e também mais calorosa. O grupo fechou a sessão com "As Coisas Vão Mudar", concluindo o propósito de levantar sua bandeira branca, ainda que com mãos mais pesadas nas guitarras e na bateria.

Ao conjunto, uniu-se, por cerca de vinte minutos, o cantor e compositor Mateus Aleluia, remanescente do grupo baiano Tincoãs. O músico septuagenário aprofundou trabalho solo a partir de estudo sobre as sonoridades africanas, percorrendo sobre a natureza e ancestralidades.

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