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EUA e União Europeia adotam novas sanções contra Coreia do Norte

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após ter elevado o tom contra a Coreia do Norte em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente americano Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (21) a adoção de novas sanções econômicas contra o regime de Kim Jong-un.

O decreto de Trump amplia as possibilidades de pessoas, empresas e entidades serem incluídas em uma lista negra por fazerem negócios com Pyongyang, restringindo ainda mais as relações comerciais com o país.

A medida foi vista como uma nova tentativa de pressionar economicamente o regime, adiando-se assim a adoção de medidas militares, apesar de Trump ter declarado que EUA podem ter que "destruir a Coreia do Norte" ao plenário da ONU na última terça (19).

O presidente americano também afirmou que o Banco Central da China tinha ordenado a suas filiais que limitassem o comércio com a Coreia do Norte, uma decisão que descreveu como "audaz" e "inesperada".

Pequim não confirmou a informação, mas, como principal parceiro comercial da Coreia do Norte, uma limitação sua a transações com Pyongyang poderia ter um impacto significativo sobre a economia do regime.

Os 28 membros da União Europeia também aprovaram a adoção de novas sanções contra o país.

Elas serão acrescidas às adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU na semana passada e supõem uma proibição total para as empresas europeias de exportarem petróleo ou investirem Coreia do Norte.

O Conselho deve se reunir novamente nesta quinta para discutir o programa nuclear de Kim Jong-un. O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, defenderá a implementação rigorosa das sanções adotadas contra Pyongyang no último dia 12.

Washington e seus aliados esperam que elas obriguem a Coreia do Norte a negociar o fim de seus programas militares.

No sábado (23), o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, deve se reunir com o chanceler norte-coreano, Ri Yong-ho, à margem da Assembleia Geral, em busca da adesão ao diálogo.

Ri, que falará ao plenário nesta sexta, chamou as ameaças de Trump de "latido de cachorro" e disse que não terão qualquer impacto.

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