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Homem é preso suspeito de estupro dentro de ônibus na Paulista, em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem de 27 anos foi preso na tarde desta terça-feira (29) sob suspeita de estuprar uma passageira dentro de um ônibus que trafegava pela avenida Paulista, na região central de São Paulo.

O crime aconteceu por volta das 12h30, próximo ao cruzamento com a alameda Joaquim Eugênio de Lima. Segundo a Polícia Militar, o homem teria se masturbado e ejaculado sobre a jovem. Com os gritos dela, o motorista fechou as portas do coletivo para evitar que ele fugisse.

O cobrador do veículo falou à rádio Jovem Pan que os demais passageiros só perceberam o que aconteceu quando a passageira gritou para que tirassem o homem de perto dela. "Eu não reparei se ela estava sonolenta ou dormindo. De repente escutei os gritos. Acho que ela nem se deu conta do que tinha acontecido até a hora que ela viu que o rapaz tinha ejaculado no pescoço dela", afirmou.

Imagens postadas nas redes sociais mostram que vários curiosos se aglomeraram ao redor do coletivo, gritando xingamento ao suspeito, que ficou fechado no veículo até a chegada da polícia.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que o homem, que não teve o nome revelado, foi preso em flagrante e levado ao 78º DP (Jardins). Após a autuação, ele deve ser encaminhado a uma audiência de custódia, que determinará se ele ficará detido ou responderá ao processo em liberdade.

Desde 2009, a lei 12.015, sobre estupro, foi alterada e passou a considerar como estupro, além da conjunção carnal, qualquer ato libidinoso.

O caso aconteceu um dia depois de a escritora Clara Averbuck, 38, denunciar em sua página no Facebook o estupro que sofreu durante uma viagem de Uber, na noite do último domingo (27). "O nojento do motorista do Uber [sic] aproveitou meu estado, minha saia, minha calcinha pequena e enfiou um dedo imundo em mim", afirmou ela.

Nesta terça, o Tribunal de Justiça de São Paulo iniciou uma campanha contra abusos sexuais no transporte público. A ideia é estimular vítimas e testemunhas a denunciarem os agressores, e assim inibir a prática desse tipo de crime. Para isso, serão espalhados cartazes informativos em trens, metrôs e ônibus, além de avisos nas redes sociais.

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