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Moradores veem ideia como 'utopia assistencialista'

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ROGÉRIO GENTILE E GUILHERME SETO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Moradores dos Jardins não ficaram satisfeitos em saber da proposta debatida pelo grupo de estudos do Condephaat.

Para Marcos Arbaitman, presidente da AME Jardins, a associação local de moradores atuante, trata-se de um "despropósito".

"Vejo como desnecessidade [o fim da exclusividade unifamiliar dos lotes]. Seria altamente negativo. Na alameda Gabriel Monteiro da Silva [Jardim América], fizeram quatro casas onde era para fazer uma. A gente está vendo proprietários ampliando a utilização do solo quando a gente está querendo mais verde e mais luz no bairro", diz.

Sobre a afirmação de que o bairro ficaria mais seguro caso passasse a ser mais povoado, ele discorda.

"Quando a AME começou, há dez anos, chegamos a ter 14 assaltos a residência por mês. Em 2017 tivemos apenas dois casos, e um não passou da tentativa. Dividir terreno em quatro não vai aumentar segurança", diz.

Moradores do Jardim Europa, o empresário Diogo da Luz e a paisagista Sylvia Luz têm apreço pela sociabilidade no bairro -"conhecemos todos da rua, fazemos festas, pegamos jornal na porta", diz Sylvia- e também não veem as possíveis alterações com bons olhos.

"Não acho que atrapalharia, mas vejo como uma utopia assistencialista pensar que pessoas com menos poder aquisitivo vão poder morar nos Jardins. Acharia ótimo um projeto na Luz, onde tem metrô, que propusesse IPTU reduzidíssimo para prédios residenciais, por exemplo", propõe Diogo.

"Os Jardins estão muito unidos. Vamos brigar, sim, para que o bairro fique como é", complementa Sylvia, que tomou a frente em protestos contra proposta da gestão Fernando Haddad (PT), em 2015, de abrir dez ruas da região para o comércio. O então prefeito desistiu da ideia.

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