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ATUALIZADA - Governo Trump anuncia novas sanções à Venezuela e a petroleira

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Presidente Donald Trump assinou um decreto nesta sexta-feira (25) proibindo novos negócios com o governo da Venezuela ou com a estatal petrolífera PDVSA.

O decreto proíbe novas compras de títulos de dívida e de ativos emitidos pelo governo venezuelano e pela PDVSA. Também foram proibidos o pagamento de dividendos ao governo e transações com títulos que sejam de propriedade do setor público da Venezuela.

Segundo a Casa Branca, as medidas foram "cuidadosamente calibradas" para permitir assistência humanitária e ao mesmo tempo proteger o sistema financeiro americano de "cumplicidade na corrupção da Venezuela e no empobrecimento do povo venezuelano", além de negar ao ditador Nicolás Maduro a "fonte de financiamento necessária à manutenção de sua legitimidade no poder".

A proibição de importação de petróleo venezuelano, que é fundamental tanto para a economia venezuelana, quanto para as refinarias americanas, não foi incluída no decreto.

As sanções devem aumentar a tensão entre os dois países, cuja relação havia chegado "ao seu pior momento" segundo declaração do ditador Nicolás Maduro na última terça (22), antes do anúncio das novas medidas.

Um comunicado oficial informou que "para reduzir os danos aos povos venezuelano e americano" o Departamento do Tesouro americano irá expedir licenças que autorizam transações proibidas pelo decreto. Seriam autorizados, por exemplo, o financiamento de produtos humanitários, transações envolvendo a empresa Citgo (unidade americana da PDVSA), compra e venda de certos títulos da dívida Venezuelana já existentes, entre outros.

O texto também afirma que as sanções adotadas fazem parte do posicionamento regional de isolar economicamente a ditadura de Maduro.

As novas regras devem impactar negativamente a economia venezuelana, que já encolheu 35% desde 2014.

REAÇÕES

O regime chavista reagiu às novas punições dizendo que a Casa Branca deve respeitar e não interferir em assuntos internos da Venezuela -argumento usado quando o governo americano anunciou as sanções anteriores.

"Estamos estudando essa ordem, nossos especialistas estão avaliando que ações devemos tomar porque tomaremos todas as medidas ao nosso alcance para evitar que afetem o povo venezuelano", disse o chanceler Jorge Arreaza.

Em Nova York para uma reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o ministro afirmou que a Venezuela "sempre demonstrou sua intenção de se aproximar dos EUA com relações baseadas no respeito mútuo".

A presidente da Constituinte, a ex-chanceler Delcy Rodríguez, culpou a oposição pelas sanções. "Pediram a intervenção do país, sanções financeiras e seu amo imperial lhes dá esse presente que é prejudicar o povo da Venezuela."

Ela citou como responsáveis o presidente da Assembleia Nacional opositora, Julio Borges, seu vice, Freddy Guevara, e seu antecessor, Henry Ramos Allup. "Eles pediram por escrito, iam ajoelhados a Washington, foram ao Pentágono pedir a intervenção militar e o bloqueio financeiro."

O pedido por escrito é uma referência às cartas enviadas por Borges a bancos estrangeiros pedindo que parassem de comprar títulos da dívida pública venezuelana e da PDVSA para não financiar o regime de Maduro.

As correspondências são usadas como principal prova contra o presidente do Legislativo no processo da comissão da verdade da Constituinte em que ele é acusado de crime contra o sistema econômico da Venezuela.

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