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Inventor dinamarquês nega novas acusações após corpo ser encontrado

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O inventor dinamarquês Peter Madsen negou nesta sexta (25) ter vilipendiado o cadáver da jornalista Kim Wall. A nova acusação foi acrescentada pelas autoridades dinamarquesas à de homicídio culposo, pela qual Madsen cumpre prisão preventiva.

O torso nu de Wall foi encontrado preso a um pesado objeto de metal na terça (22) com pernas, braços e cabeça cortados, além de marcas de pressão que, segundo a polícia, indicam uma tentativa de retirar o ar para evitar que ele flutuasse.

Testes de DNA divulgados na quarta-feira (23) confirmaram que o torso era de Kim Wall, assim como amostras de sangue seco achadas dentro do submarino de Madsen.

As outras partes do corpo da jornalista sueca ainda não foram encontradas. Mais de 650 pessoas ligaram para a polícia com informações sobre o caso, que comove a opinião pública na Suécia e na Dinamarca.

O desaparecimento de Kim Wall foi registrado no dia 11 de agosto por seu namorado, que informou às autoridades que ela não havia retornado de um passeio a bordo do submarino de Madsen e que não tinha notícias dela desde o dia anterior.

Inicialmente, o inventor contou à polícia que, após uma curta viagem a bordo do submarino no dia 10 de agosto, ele deixou a jornalista em terra firme, próximo ao local onde se encontraram. Horas depois, o submarino naufragou; Madsen foi resgatado sem ferimentos.

Após alguns dias, ele deu uma nova versão à polícia, dizendo que Wall teria morrido em um acidente a bordo e que sepultara seu corpo em um ponto da baía de Køge, ao sul de Copenhague.

A polícia acredita que o naufrágio da embarcação tenha sido intencional. Um procurador ligado ao caso informou que Madsen deve ser denunciado por homicídio doloso na próxima audiência.

A jornalista estava escrevendo uma matéria sobre o inventor dinamarquês e o UC3 Nautilus, submarino desenvolvido por ele e financiado por uma campanha de crowdfunding.

A pena mínima para homicídio na Dinamarca é de cinco anos de prisão, e a máxima, prisão perpétua. De acordo com o Código Penal dinamarquês, cortar e pressionar o corpo de Wall configuraria crime de vilipêndio de cadáver, punido com multa e até seis meses de prisão.

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