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ATUALIZADA - General dissidente é levado de prisão; destino era incerto

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Membros da Direção de Contrainteligência Militar da Venezuela levaram, na madrugada desta terça (8), o general dissidente Raúl Baduel da prisão de Ramo Verde, afirmou o jornal venezuelano "El Nacional". Parentes e advogados de Baduel afirmam não saber o seu paradeiro.

Antes de se tornar dissidente, Baduel foi um dos mais próximos colaboradores de Hugo Chávez, que governou a Venezuela de 1999 a 2013, tendo sido seu ministro da Defesa.

A ruptura ocorreu em 2007, quando Baduel entregou o cargo de ministro por discordar de um projeto de reforma constitucional que pretendia aumentar os poderes presidenciais e decretar a Venezuela como Estado socialista.

Chávez acabou derrotado em plebiscito naquela ocasião, mas conseguiu aprovar a reeleição ilimitada nas urnas dois anos depois.

Omar Mora Tosta, advogado de Baduel, qualificou o traslado de sequestro. Segundo ele, o general foi levado à força e encapuzado.

"Responsabilizamos o regime e seus asseclas por tudo o que aconteça a meu pai", escreveu em uma rede social Adolfo Baduel, filho do militar.

Baduel foi preso em 2009, sob a acusação de ter desviado milhões de dólares do orçamento militar. No ano seguinte, a Justiça o condenou a oito anos de prisão.

Ele deixou a prisão de Ramo Verde em agosto de 2015, em liberdade condicional, mas em janeiro deste ano foi novamente encarcerado por supostamente ter deixado de cumprir as condições da condicional.

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