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Polícia identifica homem que atropelou três em Florianópolis

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JEFERSON BERTOLINI

FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - O delegado Otávio César Lima, da Delegacia de Polícia Civil de Canasvieiras, em Florianópolis, informou nesta terça-feira (8) que Sérgio Orlandini Sirotsky, 21, é o motorista que atropelou três pessoas na saída de uma festa na praia de Jurerê Internacional no último domingo (6).

Ele é filho de Sérgio Sirotsky, um dos donos do grupo RBS, que possui veículos de comunicação no Rio Grande do Sul, entre eles a RBS TV, afiliada da Rede Globo.

De acordo com o delegado, o motorista fugiu sem prestar socorro. "Ele queimou o chão [fugiu]. As investigações estão em andamento. Mas podemos adiantar que ele deverá responder por omissão de socorro e lesão corporal", disse o policial.

O inquérito também tentará responder se o motorista estava embriagado. "Estamos apurando onde ele estava antes do acidente, com quem estava, o que estava fazendo", acrescentou o delegado. Segundo o policial, o carro foi abandonado três quilômetros após o acidente, às margens da SC-401, rodovia que liga as praias badaladas do norte de Florianópolis ao centro da cidade.

Até o início da noite desta terça-feira (8), um dos atropelados estava internado em estado grave, segundo a Polícia Civil. Os outros dois estavam fora de perigo. O hospital para onde eles foram levados não informou o estado de saúde das vítimas.

Sérgio Orlandini Sirotsky não foi preso. De acordo com o delegado César Lima, o advogado do homem procurou a polícia na segunda-feira (7) e prometeu apresentá-lo nesta terça (8), o que não ocorreu. "O advogado dele [Sérgio Orlandini] viria para a delegacia. Mas achou que não seria seguro. Tinha muito jornalista aqui. Ficamos de marcar nova data para a apresentação", disse o policial.

ESTUPRO

Esta não é a primeira vez que Sérgio Orlandini Sirotsky se envolve em caso de polícia em Florianópolis. Em 2010, aos 14 anos de idade, ele e dois amigos adolescentes foram denunciados pelo estupro de uma adolescente.

O caso teve repercussão em todo o país pelo crime em si, pelo fato de um dos envolvidos ser filho de uma policial da cidade e porque o assunto não foi destacado nos veículos de comunicação da família.

O estupro foi denunciado por um blogueiro da capital catarinense, que morreu em 2011. À época, a perícia constatou suicídio. Nesta terça, o IGP (Instituto Geral de Perícias) de Santa Catarina informou que precisaria de tempo para pesquisar o caso e confirmar as circunstâncias da morte.

Em jornais, rádios e na emissora de TV que a RBS tinha em Santa Catarina naquele ano, o assunto foi noticiado sem nomes. Segundo a empresa justificou à época, isso ocorreu em respeito ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

SOCORRO

No último domingo, o atropelamento atribuído pela Polícia Civil a Sérgio Orlandini Sirotsky foi seguido de um segundo atropelamento, no mesmo local.

O atropelado foi um jovem que prestava socorro às três vítimas do primeiro acidente. O rapaz passa bem, segundo os investigadores responsáveis pelo caso.

O motorista que o atropelou, Eduardo Rios, 25, também fugiu sem prestar socorro às vítimas, segundo o comando da Polícia Civil. Mas foi detido pela Polícia Militar na Beira Mar Norte, uma avenida sofisticada da cidade, a cerca de 30 km do local do acidente.

De acordo com o comando da Polícia Civil, Rios foi autuado por omissão de socorro, pagou fiança e foi liberado após audiência de custódia. Ele vai responder ao processo em liberdade. A reportagem não conseguiu contato com o rapaz.

OUTRO LADO

O empresário Sérgio Sirotsky, pai do motorista, divulgou nota nesta terça-feira lamentando o acidente de domingo. "Lamento profundamente o acidente ocorrido no domingo, em Jurerê, envolvendo veículo conduzido por meu filho Sérgio Orlandini Sirotsky. Como pai, estou muito triste e peço desculpas aos jovens atingidos e a seus familiares, a quem vamos oferecer todo o apoio e solidariedade para que possam se restabelecer com saúde e retomar suas vidas."

"Está sendo muito difícil para nossa família enfrentar este momento, que nenhum pai gostaria de viver. Confiamos que o caso será tratado com serenidade e responsabilidade pelas autoridades competentes. Meu filho tem 21 anos, e é responsável por seus atos. Estamos tomando providências para tratar de nosso filho, que também precisa de ajuda", diz o texto.

A empresa de assessoria de imprensa responsável pelo caso informou que nem a família nem a defesa do rapaz comentariam o caso de estupro.

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