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RR pede presença da Força Nacional de Segurança por mais seis meses

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MARCELO TOLEDO

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - O governo de Roraima pediu, nesta segunda-feira (7), a prorrogação da presença da Força Nacional de Segurança no Estado por mais seis meses.

O pedido foi feito pela governadora Suely Campos (PP) ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, e tem como foco a segurança no entorno da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, onde em 6 de janeiro 31 presos morreram vítimas de confronto entre grupos rivais.

A Força Nacional está em Boa Vista desde então, dois meses após o Estado ter feito pedido ao ministério sob a alegação de que o governo não tinha como "garantir a integridade física" dos presidiários de "forma plena".

Se a prorrogação for confirmada, os agentes deverão ficar até o início de 2018 em Roraima.

De acordo com o governo de Estado, entre os pontos para o pedido de prorrogação estão a necessidade de restabelecimento do acesso aos advogados, da assistência religiosa, do serviço de saúde e o início do ano letivo na unidade prisional.

Com o prédio ainda danificado, é necessário mais policiamento no entorno da prisão, local em que a Força Nacional tem atuado.

A penitenciária abrigava a "favela marmitex", revelada pela Folha de S.Paulo, com barracos feitos de madeira, lona, restos de alvenaria e até tampas de marmitex. A favela nasceu no interior da penitenciária no setor conhecido como "ala da cozinha", em alusão ao seu objetivo antigo.

Em maio, uma operação retirou 348 detentos da penitenciária e destruiu a "favela marmitex".

O efetivo atual da Força Nacional no Estado é de cerca de cem agentes. Questionado sobre o pedido, o Ministério da Justiça não comentou o assunto até a publicação deste texto.

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