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Técnico morre eletrocutado durante gravação de vídeo na região do Brás

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um assistente maquinário morreu eletrocutado na noite desta quarta-feira (2) durante a gravação de um vídeo de veiculação interna que estava sendo produzido para o banco Itaú, na região do Brás, centro de São Paulo. O assistente elétrico que também participava da produção teve queimaduras pelo corpo e está internado.

O acidente aconteceu por volta das 19h30, na rua Monsenhor Andrade. Segundo informações do boletim de ocorrência, Carlos José da Cunha, 41, foi encontrado já sem vida quando a Polícia Militar chegou ao local. O outro funcionário foi encaminhado para o pronto-socorro Tatuapé, onde permanecia nesta quinta (3).

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual afirmou os dois estavam sobre um andaime quando houve a descarga elétrica e foram arremessados de uma altura de oito metros. A suspeita é que um deles tenha encostado uma barra de ferro na fiação elétrica próxima à estrutura montada para a gravação.

"Os técnicos não receberam os equipamentos de segurança e estavam atuando em uma situação completamente inadequada", afirma o sindicato. "A Eletropaulo não foi comunicada do trabalho próximo à rede de alta tensão e por isso não foi feito o isolamento necessário", completa em nota.

A produtora Silhueta Filmes, responsável pela produção, foi procurada, mas ninguém foi localizado para comentar o ocorrido. Segundo o sindicato, "ao que consta, [ela] não possui o registro obrigatório para atuar no mercado de cinema publicitário".

O banco Itaú afirmou que a gravação que estava sendo feita não seria usada em campanha publicitária, mas seria veiculada apenas dentro do próprio banco. Ele disse ainda que lamenta o ocorrido e que "está acompanhando o caso com a empresa contratada para prestação do serviço, para garantir todo o apoio necessário."

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo afirmou que a família do técnico ferido no acidente não autorizou a divulgação de seu estado de saúde. O sindicato, porém, disse que ele teve queimaduras de terceiro grau, mas que seu quadro é estável.

O caso foi registrado pela polícia como homicídio culposo (sem intenção) e ainda será investigado.

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