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ATUALIZADA - EUA acusam Maduro de romper Constituição e anunciam sanções

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (31) sanções contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e funcionários atuais ou antigos do governo. A medida foi tomada um dia após a eleição da Assembleia Constituinte, que já havia sido repudiada pelo país norte-americano.

Em comunicado, o departamento dos EUA acusa Maduro de romper com a ordem constitucional e democrática da Venezuela.

"As eleições ilegítimas de ontem [domingo, 30] confirmam que Maduro é um ditador que ignora a vontade do povo venezuelano", disse o secretário do Tesouro, Steven T. Mnuchin, ao anunciar que todos os ativos do mandatário sob a jurisdição dos EUA estão congelados e que todos os americanos estão proibidos de fazer negócio com ele.

Nenhuma sanção relacionada ao setor petroleiro foi anunciada, mas essas medidas continuam sob consideração, de acordo com fontes do Congresso dos EUA. O país norte-americano é o principal comprador de petróleo venezuelano, com a importação de 800 mil barris diários.

"Qualquer um que participe desta ilegítima Assembleia Nacional Constituinte pode estar exposto a futuras sanções americanas por socavar processos e instituições democráticas na Venezuela", diz o comunicado.

De acordo com o órgão eleitoral da Venezuela, mais de 8 milhões de pessoas (41,53% do total de eleitores) votaram na eleição da Assembleia Constituinte. Maduro comemorou a marca e zombou das críticas dos EUA de que a votação foi uma afronta à democracia.

"Um porta-voz do imperador Donald Trump disse que eles não reconhecerão os resultados da eleição da Assembleia Constituinte da Venezuela", disse Maduro a uma plateia de apoiadores após a conclusão da votação. "Por que diabos deveríamos nos importar com o que Trump diz?", acrescentou.

Após a divulgação do comunicado do Departamento do Tesouro, a Casa Branca disse que Maduro, é agora efetivamente um ditador depois de "assumir poder absoluto".

"Maduro não é apenas um mau líder. Ele é agora um ditador", disse o conselheiro de segurança nacional H.R. McMaster.

VIOLÊNCIA

Também nesta segunda, a União Europeia condenou "o excessivo e desproporcional uso da força pelas forças de segurança" na Venezuela, onde as autoridades disseram que dez pessoas foram mortas em confrontos entre manifestantes antigoverno e as forças de segurança durante o fim de semana.

O domingo foi um dos dias mais violentos na Venezuela desde o início dos protestos em abril, uma vez que foi realizada uma eleição convocada pelo impopular governo Maduro para a formação de uma Assembleia Constituinte.

"A Venezuela elegeu legítima e democraticamente instituições cujo papel é trabalhar juntar e encontrar uma solução negociada para a atual crise. Uma Assembleia Constituinte, eleita sob circunstâncias duvidosas e às vezes violentas, não podem ser parte da solução", disse o serviço de política externa da UE.

A UE não mencionou se cogita a imposição de sanções contra a Venezuela.

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