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CRÍTICA - Com alianças e batalha naval, 'Game of Thrones' acelera o ritmo

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SANDRO MACEDO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de um começo arrastado, o segundo episódio da sétima, e curta, temporada de "Game of Thrones" engrenou em ritmo acelerado, e com pouca sutileza.

A tempestade logo no início de "Stormborn" foi o prenúncio de um sangrento episódio, bem ao contrário do primeiro capítulo da temporada, que serviu praticamente para mapear os principais candidatos ao trono na grande guerra que se anuncia (e para o cantor Ed Sheeran realizar seu desejo de participar da série).

(Atenção, chuva de spoilers abaixo)

Alianças se formaram de maneira mais explícita. Nada de longas viagens para uma reunião. Na Pedra do Dragão, ao lado de Daenerys (Emilia Clarke), mais impaciente do que o normal, já apareceram novos aliados, como Ellaria Sand, que comanda Dorne, e Olenna Tyrell (Diana Rigg). E a mãe dos dragões ainda teve tempo de enviar seu e-Corvo a Jon Snow (Kit Harrington), querendo cooptá-lo na guerra contra Cersei (Lena Headey).

Cersei tenta se virar com o que sobrou por perto dela enquanto Snow, que não sabe nada, só pensa em como enfrentar os "white walkers".

Enquanto isso Arya Stark (Maisie Williams) pode ter seus dias de quase solitárias peregrinações chegando ao fim. Depois de cruzar esse mundão fantasioso para cá e para lá, ela finalmente recebe uma boa notícia (de que Snow derrotou os Bolton) e resolve voltar para Winterfell... sem Ed Sheeran.

O episódio ainda teve espaço para uma batalha naval envolvendo o clã Greyjoy, com direito a poucos prisioneiros e muitos mortos. Nada esteve muito fora do prumo da série, mas a impressão foi de que o quinto episódio sob direção de Mike Mylod parecia o fim de um desfile de escola de samba, quando algumas alas precisam correr mais do que as primeiras. A ver se a velocidade se mantém no próximo episódio "The Queen's Justice" ("a justiça da rainha"), também tocado por Mylod.

Mas o melhor mesmo foi ver os dois principais conselheiros dos Sete Reinos passando apuros, como poucas vezes passaram nas seis temporadas anteriores. De um lado, o careca eunuco lorde Varys (Conleth Hill) teve que explicar sua volatilidade política a Daenerys. De outro, Mindinho (Aidan Gillen) tentando (e falhando) uma aproximação com Jon Snow. Nem deputados do PMDB precisavam ser tão escorregadios. Como mais ou menos tentou se defender lorde Varys em sua defesa, "a incompetência não deve ser recompensada com fidelidade cega".

Game of Thrones bom

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