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Familiares e amigos protestam após bala perdida matar menino no Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Amigos e familiares realizaram na manhã desta terça (11) uma caminhada pelas ruas de Campo Grande em protesto pela morte do menino Bryan Eduardo Marcês, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O menino de seis anos foi morto na madrugada de domingo (9) ao ser atingido por um tiro disparado de um outro carro. Segundo depoimento de seus familiares, o pai de Bryan deu uma freada brusca próximo a um sinal de trânsito. O motorista que vinha atrás reclamou da freada, emparelhou o carro e atirou contra a família.

"Só queremos Justiça. Queremos que essa pessoa se entregue. Esse caso não pode ficar impune", disse Flavia Mercês, mãe do menino. "Temos que nos comover. Essa onda de violência no Rio está demais", acrescentou.

O menino foi atingido nas costas e morreu no Hospital Albert Schweitzer. A irmã de Bryan, de três anos, foi atingida de raspão na perna pela mesma bala e já teve alta.

Os pais do menino e uma tia, que também estavam no carro, não se feriram. Na tarde desta terça, o corpo do menino será sepultado no Rio.

A Divisão de Homicídios, da Polícia Civil, procura imagens de câmeras de segurança e depoimentos para ajudar na investigação sobre a morte do menino. A polícia tenta identificar o carro que o atirador dirigia.

VIOLÊNCIA URBANA

O Rio enfrenta um agravamento de sua crise de segurança. Dados do ISP (Instituto de Segurança Pública), ligado ao governo estadual, mostram que desde 2009 não é tão alta a taxa de crimes com morte violenta -homicídio intencional, roubo seguido de morte, lesão corporal seguida de morte e homicídio após oposição à intervenção policial.

Em 2016, foram 6.248 casos, 37,6 por 100 mil habitantes, maior índice em sete anos. Só a Baixada Fluminense concentra 33% dos crimes.

Segundo as investigações, grande parte das mortes violentas foram encomendadas por facções criminosas que disputam o controle do tráfico de drogas no Estado.

Nem quem deveria reprimir o crime está imune das acusações. No início deste mês, uma megaoperação autorizada pela Justiça prendeu 91 policiais militares em São Gonçalo, na região metropolitana da capital fluminense, suspeitos de prestar apoio a traficantes.

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Edhucca

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