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Maria Rita comemora 15 anos de carreira e assume de vez o samba

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THALES DE MENEZES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Era para ser um show retrospectivo, para comemorar 15 anos de carreira. Ainda é isso, mas também vai além. Maria Rita credita tal mudança a uma inquietude que a acompanha desde sempre. E, a partir de agora, ela se assume de vez como sambista.

"Fazer o difícil é o lance, se é muito fácil eu desconfio", diz a cantora à reportagem. "Um show com sucessos desses 15 anos seria fácil. Mas tinha de ser desafiador para mim. Se não me dá frio na barriga, sei que estou fazendo uma coisa errada. Sem algo inédito, não seria eu completa."

E o show que vai apresentar nesta sexta (7), no paulistano Citibank Hall, está carregado de inéditas. Ela ainda vem fazendo alterações no roteiro, mas deve contemplar quase 15 músicas novas, entre totalmente inéditas e uma ou outra conhecida com outros cantores, mas que ela nunca gravou.

"Eu liguei para o Marcelo Camelo, e ele mandou uma canção que fez para mim. Eu peguei uma canção 'lado B' do meu sogro, Moraes Moreira. Meu marido, Davi Moraes, criou uma parceria com Carlinhos Brown, pensando em mim, e fez outras com minha gangue do samba, amigos como Marcelinho Moreira e o Fred Camacho."

O show, no qual Maria Rita promete surpresas, está dividido em blocos. Após a abertura, ela enfileira uma seção que chama de "Saudade, Ato Um", de antigas, depois uma espécie de "Bloco Duro", que traz canções com uma mensagem social mais forte. "Porque estou sentindo que as pessoas estão precisando de um canal para extravasar todas as frustrações e humilhações que a gente vem sofrendo no dia a dia."

Depois de um "Saudade, Ato Dois", ela emenda "Coração e Reza", com suas músicas "positivas, pra cima", antes de fechar com canções para festejar, bem dançantes.

A direção do show está com o amigo Paulo Borges, criador da São Paulo Fashion Week. Como resultado, ela vai trocar de figurino várias vezes, "mais do que fiz em toda a carreira". A direção musical ficou com Pretinho da Serrinha. O trabalho de Maria Rita com eles no palco será registrado em DVD, que deve sair em outubro.

No repertório, 100% de samba. Ao fim da turnê do álbum "Samba Meu", ela chorou durante todo o último mês de shows, de tanto que tinha gostado. "Não queria que acabasse!"

No Rock in Rio de 2013, quando cantou sambas de Gonzaguinha, a identificação com o gênero aumentou.

E veio em seguida o último disco de estúdio, "Coração a Batucar" (2014), só com samba. "É a minha manifestação plena, é como me sinto mais intérprete, mais relevante, mais completa mesmo."

MARIA RITA

QUANDO sex. (7), às 22h

ONDE Citibank Hall, av. das Nações Unidas, 17.955, tel. (11) 4003-5588

QUANTO de R$ 80 a R$ 300

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