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ATUALIZADA - Paciência com Pyongyang acabou, diz Trump

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (30), durante visita do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, que o período de "paciência estratégica" com a Coreia do Norte acabou.

"A era de paciência estratégica com o regime da Coreia do Norte se esgotou (...) Francamente, a paciência acabou", declarou Trump ao lado de Moon na Casa Branca.

"Estamos trabalhando em conjunto com a Coreia do Sul e o Japão, além de parceiros ao redor do mundo, em medidas econômicas, diplomáticas e de segurança para proteger nossos aliados e nossos próprios cidadãos desta ameaça conhecida como Coreia do Norte."

O republicano também disse ter aceitado o convite de Moon para visitar a Coreia do Sul ainda neste ano. O líder sul-coreano afirmou que a viagem irá "demonstrar não apenas nossa amizade, mas também o elo íntimo que nossos povos desenvolveram em todas as circunstâncias".

Além disso, Trump reafirmou sua exigência de equilíbrio nos gastos de segurança. Em outras ocasiões, o presidente reclamou dos gastos elevados dos Estados Unidos para proteger seus aliados.

Em uma entrevista em abril, o americano havia dito esperar que Seul pagasse pelo escudo antimísseis instalado por Washington na Coreia do Sul. "Por que estamos pagando US$ 1 bilhão? É fenomenal. Eu quero protegê-los [sul-coreanos]. Mas eles deveriam pagar por isso."

Moon Jae-in criticou o Pentágono em maio, ao reclamar da falta de aviso sobre a expansão do sistema. O presidente sul-coreano disse ter ficado chocado ao saber da instalação de novos lançadores de mísseis pelos americanos.

Os EUA mantém 28.500 soldados na Coreia do Sul e mantêm um acordo de defesa mútua com o país desde a Guerra da Coreia, que terminou em 1953 com um cessar-fogo, deixando a península Coreana tecnicamente em estado de guerra desde então.

Representante de um partido de centro-esquerda, Moon chegou ao poder em maio após o impeachment da presidente Park Geun-hye, deposta depois de um escândalo de corrupção. O mandatário prometeu uma abordagem de diálogo com o rival do Norte diante do crescimento das tensões na região.

A morte de um estudante americano após ter sido preso e condenado pelo regime de Kim Jong-un acirrou a já conflagrada relação Pyongyang-Washington.

Trump afirmou ainda ter discutido com seu colega sul-coreano sobre a revisão de um acordo comercial vigente desde 2012 e disse que os países se esforçarão para "remover barreiras ao comércio recíproco e ao acesso a mercados", especialmente o mercado automobilístico.

O deficit comercial dos Estados Unidos com a Coreia do Sul cresceu nos últimos anos, atingindo o valor recorde de US$ 27,6 bilhões em 2016.

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