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Sem acordo, pacote de privatização de Doria sai de novo da pauta da Câmara

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EDUARDO GERAQUE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após racha na base governista, o projeto de privatização proposto pelo prefeito João Doria (PSDB) foi retirado da pauta de votações previstas para terça-feira (27) na Câmara Municipal de São Paulo.

A ideia da gestão tucana era votar os projetos até o fim do mês, antes do recesso parlamentar, mas a falta de acordo fez com que eles fossem retirados da pauta pela segunda vez. A primeira ocorreu na última quarta (21).

Sem a aprovação, o executivo fica sem autorização para vender ou conceder equipamentos públicos como parques, Bilhete Único, terminais de ônibus, entre outros.

Tanto os vereadores da base do governo quanto os de oposição que questionam o projeto defendem maior transparência por parte da prefeitura.

O clima durante a sessão ficou quente. As galerias estavam cheias de grupos da sociedade civil que são contrários ao projeto de privatização. Faixas com a frase "São Paulo não está à venda" foram esticadas na galeria.

Parte de grupo, após o término da sessão, subiu ao gabinete do presidente da Câmara, Milton Leite, para cobrar explicações sobre a rapidez das votações.

Eles querem que o projeto seja apreciado pelo plenário em primeira votação depois das audiências públicas marcadas para julho.

Para a vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), a questão da desestatização é tão grave que deveria ser melhor discutida por meio de um plebiscito.

"Não é questão de ser contra ou a favor. Mas precisamos saber melhor quais serão os bens que serão vendidos para que a sociedade possa decidir" afirmou Bezerra.

O projeto do plebiscito foi protocolado nesta terça com 24 assinaturas. Agora, caberá ao plenário da Casa aprovar ou não. O texto ainda precisa ser colocado na pauta das votações.

Segundo Bezerra, quem sabe, com essa ideia inusitada, o plebiscito não passa a entrar na rotina dos paulistanos. "Seria como nos Estados Unidos, é uma forma democrática de decisão", avalia.

Os vereadores governistas ainda vão tentar aprovar o plano de desestatização do Executivo até sexta-feira (30), antes do recesso. São necessárias duas votações para que o texto seja aprovado.

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