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ATUALIZADA - Ex-Polegar Ricardo Costa paga pensão e é liberado pela polícia em Taubaté

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SIDNEY GONÇALVES DO CARMO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-Polegar Ricardo Costa foi liberado no início da tarde desta terça-feira (27) após pagar pensão alimentícia ao filho de nove anos, fruto de seu relacionamento com a primeira mulher, Anna Cristina Farina Gatolini --os dois moram em São Paulo.

De acordo com a polícia, o ex-Polegar deixou o "Cadeião da JK", no centro de Taubaté, por volta das 13h30. Ele havia sido preso em sua casa, no bairro Jardim Ana Rosa, por volta das 6h.

O advogado da ex-mulher de Costa, Hélio Barbosa, afirmou que o músico pagou a parcela de R$ 500 do acordo e, também, a pensão do mês de junho da pensão --que corresponde a 70% do salário mínimo. Segundo o advogado, o valor total do acordo é de R$ 13,5 mil (incluído o parcela de junho).

Apesar do pagamento, Barbosa afirmou que Ricardo Costa não está cumprindo o que havia combinado no acordo. Segundo o advogado da ex-mulher, o ex-Polegar havia afirmado que pagaria todo o acordo após a venda de um ônibus, avaliado em R$ 110 mil. "Ele não está cumprindo o acordo. O correto seria ele efetuar o pagamento total do acordo assim que ele se vendesse o ônibus. E isso ele já fez."

Barbosa disse ainda que solicitará nesta quarta (28) que o juiz determine que o ex-Polegar cumpra o acordo e efetue o pagamento total. O acordo, diz Barbosa, consiste em o músico pagar 26 parcelas de R$ 500 todo o dia 10. Além disso, o cantor ainda deve pagar mensalmente uma pensão ao filho, que corresponde a 70% do salário mínimo todo o dia 21.

PEDIDO DE AJUDA

Em abril de 2017, Ricardo Costa havia pedido ajuda a Rodrigo Faro, no programa "Hora do Faro", da TV Record, antes que ele cometesse alguma loucura: "até mesmo o suicídio".

"Pensão atrasada, aluguel atrasado, e não é porque eu não trabalho. Sim, trabalho de segunda a segunda, mas as coisas infelizmente acontecem (...) [De tudo o que ganhei no 'Polegar'], não sobrou nada. As dívidas apertaram de uns seis anos para cá. E de tudo, o que mais me preocupa é a pensão, porque é a única coisa que dá cadeia nesse mundo", disse ele, que é pai de quatro filhos.

O advogado Hélio Barbosa diz que o músico ficou de vender um ônibus, que havia transformado em uma lanchonete e estava avaliado em cerca de R$ 110 mil, para honrar as dívidas. "Ele vendeu o ônibus e não pagou a pensão alimentícia do filho. Aliás, ele só pagou a primeira parcela do acordo e, depois se atrapalhou. Por isso, tivemos que acionar a Justiça no dia 13 de junho."

Segundo Barbosa, o mandado de prisão foi expedido no dia 23 de junho e cumprido na manhã desta terça (27) pela Polícia Civil. O advogado afirmou que conversou com o ex-Polegar na cadeira e que ele estava abalado. Barbosa disse que Costa afirmou que estava "tentando acertar a vida e que não queria dever nada ao filho".

Em 2014, Ricardo Costa já havia pedido ajuda financeira para os amigos por meio de sua página no Facebook, sob a justificativa de que seria despejado da casa onde morava em Taubaté, no interior de São Paulo. Ele arrecadou cerca de R$ 1.120, recebeu outros R$ 3.000 de amigos próximos e pagou o aluguel de R$ 1.700 da casa em que vivia sozinho, com três quartos e piscina, além das contas de água e luz.

Após o episódio, Ricardo resolveu colocar a mão na massa e novamente usou a rede social, desta vez, para divulgar que estava vendendo tortas de frango e goiabada mais um suco de maracujá por R$ 15. Na época, ele recebeu ajuda de programas de televisão, mas voltou a passar por dificuldades, recentemente.

POLÊMICAS DO EX-POLEGAR

Em agosto do ano passado, Ricardo foi manchete em páginas policiais depois de ser supostamente agredido com um pedaço de pau pelo cunhado, Carlos Augusto Santos Magro.

Na ocasião, o músico contou que foi atacado pelas costas enquanto trabalhava em seu food truck, em Taubaté, no interior de São Paulo, e que o motivo da briga seria um comentário que Ricardo fez sobre o sobrinho de Magro.

O ex-Polegar foi socorrido e internado em coma nove dias no Hospital Regional de Taubaté. Foram, segundo ele, 112 dias sem trabalhar e lotado de dívidas.

FENÔMENO MUSICAL

Ricardo Costa foi um dos cinco ex-integrantes do grupo Polegar, sucesso entre as adolescentes entre 1989 e 1997. Em 2004, no auge da onda revival dos anos 1980, o grupo retomou brevemente as atividades, com três integrantes da formação original.

Em 2014, os ex-integrantes --Marcelo Polegar, Alan Frank Schlang, Rafael Ilha, Ricardo Costa e Alex Gill-- voltaram a se reunir para gravar um DVD ao vivo, em comemoração aos 25 anos da banda.

Ricardo Costa chegou a alfinetar publicamente os ex-colegas por ter sido o único integrante não convidado para este projeto.

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