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Inadimplência do ensino superior privado cresce pelo 2º ano consecutivo

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PAULO SALDAÑA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A inadimplência nas mensalidades do ensino superior privado registrou alta pelo segundo ano consecutivo. No ano passado, 9% das mensalidades tiveram atrasos com mais de 90 dias, segundo pesquisa realizada pelo Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior).

Esse percentual era de 8,8% em 2015 e de 7,8% em 2014, quando o índice alcançou o menor patamar desde 2009. O Semesp, que representa instituições privadas, ressalta que o volume de atrasos do setor de educação superior privada permanece acima da inadimplência total das pessoas físicas, que ficou em 6%.

A situação é reflexo da crise econômica, desemprego e redução na oferta de contratos do Fies (Financiamento Estudantil) a partir de 2015. Atrasos de pagamento em até 30 dias tiveram alta mais acentuada, passando de 14,8% para 16,6%.

"Mostra a dificuldade de grande parte dos alunos de conseguir arcar com as mensalidades. O aluno vai deixando para pagar mais na frente, e assim vai levando o curso", diz o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato. Ele ressalta que sondagens nas instituições indicam que apenas 20% dos alunos têm pagado as mensalidades em dia.

A amostra da pesquisa representa 27% de todas as instituições de ensino superior particular do país. Capelato adiantou que, segundo projeções, o comportamento de alta de inadimplência deve continuar em 2017, quando o índice pode alcançar 9,2%.

A Região Metropolitana de São Paulo, que concentra mais da metade das matrículas do Estado, registrou crescimento na inadimplência acima de 90 dias. Subiu de 4,5% em 2015 para 5,2% em 2016. Fica abaixo do índice do interior, que saiu de 11,3% em 2015 e chegou a 11,1% em 2016. No Estado todo, o comportamento foi o mesmo do nacional: passou de 8,8% para 9%.

Com relação a todo país, instituições de pequeno porte, com até 2 mil alunos, foram as que mais sofreram com a alta na inadimplência entre 2015 e 2016. O índice para atrasos com mais de 90 dias passou de 10,4% para 12,7%.

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