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Especialistas apontam falhas na prevenção de incêndio florestal

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GIULIANA MIRANDA, ENVIADA ESPECIAL

PEDRÓGÃO GRANDE, PORTUGAL (FOLHAPRESS) - Embora o discurso oficial do governo português insista que a tragédia foi provocada por uma conjunção de questões ambientais, especialistas do país apontam uma sucessão de falhas de planejamento e políticas públicas.

Portugal tem um terço de seu território coberto por florestas, mas não investe em estratégias para prevenção dos incêndios das matas --que já viraram uma tradição amarga da primavera e do verão.

"Há anos que se fala na necessidade de criar faixas de segurança em torno das habitações e das unidades industriais. Bastava essa medida para que se tivessem evitado algumas destas mortes", disse Luciano Lourenço, diretor do núcleo de investigação de incêndios florestais da Universidade de Coimbra, ao jornal "Público".

Para ambientalistas, as monoculturas de pinheiros e eucaliptos na região ajudaram a propagar as chamas com rapidez.

O fogo começou na tarde de sábado (17) por conta de uma trovoada seca --fenômeno em ambientes de altas temperaturas e baixa umidade que produz descargas elétricas-- que se amplificou com os ventos fortes na região.

Cerca de 30 mil hectares foram consumidos.

Um dia antes, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitira sinais de alerta para os fogos.

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, disse nesta segunda (19) que o governo quer esclarecimentos sobre a situação.

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