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ATUALIZADA - Ataques em Parlamento e mausoléu no Irã matam 12; EI reivindica ação

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um atentado duplo com atiradores e homens-bomba contra o Parlamento do Irã e o mausoléu do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979, deixou ao menos 12 mortos e 42 feridos nesta quarta-feira (7).

O Parlamento estava em sessão no momento em que atiradores invadiram o local e fizeram reféns. Um dos invasores se explodiu. O edifício em Teerã foi cercado por policiais e houve troca de tiros, que durou mais de três horas e terminou com alguns mortos e dezenas de feridos, além de quatro terroristas mortos no local.

Pouco após o início do ataque no Parlamento, um homem-bomba se explodiu e outro suspeito foi morto a tiros próximo ao mausoléu de Khomeini, alguns quilômetros ao sul de Teerã. Segundo alguns relatos, o ataque deixou um segurança morto e quatro pessoas feridas.

As autoridades iranianas disseram ter conseguido evitar um terceiro ataque e pediram que a população não utilizasse o sistema de transporte público.

ESTADO ISLÂMICO

A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques. É a primeira vez que a milícia reivindica uma ação no Irã.

O Estado Islâmico prega uma interpretação radical da seita sunita do islã. Na Síria, a facção combate o regime do ditador Bashar al-Assad e grupos xiitas, apoiados pelo Irã.

O regime iraniano, por sua vez, promove a seita xiita, que é seguida pela maioria da população do país mas é minoritária no mundo islâmico.

Caso se confirme a participação do Estado Islâmico nos ataques desta quarta-feira em Teerã, a república islâmica pode passar a atuar mais diretamente na luta contra a milícia no Iraque e na Síria.

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